O mercado de trabalho durante e pós-pandemia

A pandemia inaugurou uma nova era no âmbito profissional. No artigo de hoje, veja como o mercado de trabalho mudou durante o isolamento social e como ele deve ficar após este período.

Especialistas na área de mercado de trabalho vislumbram mudanças muito significativas após a pandemia do novo coronavírus.

Além da popularização do trabalho remoto (ou home office), eles preveem uma expansão de profissões da área tecnológica. Postos de trabalho que eram desvalorizados, e que vinham perdendo espaço, passaram agora a ganhar mais visibilidade e reconhecimento.

A pandemia também mudou a postura e o comportamento dos profissionais, que, em grande maioria, passaram a questionar-se cada vez mais sobre como melhorar seu desempenho no âmbito profissional, de forma que isso reflita em sua qualidade de vida, ou seja, em mudanças positivas na área pessoal.

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Tendência à reinvenção e à renovação

O mercado de trabalho durante a pandemia, e provavelmente após o fim dela, é marcado por uma grande tendência: a reinvenção e a renovação constantes dos profissionais, os quais precisam ser cada vez mais multidisciplinares, mesmo atuando em uma área específica de conhecimento.

A estrutura linear do trabalho vai desaparecer para dar lugar ao trabalho em rede, afirma Naira Libermann, coordenadora do Laboratório Interdisciplinar de Empreendedorismo e Inovação (Idear) da PUCRS. Isso quer dizer que está surgindo uma modalidade virtual de networking que vai além dos colegas de trabalho, a qual tende a unir cada vez mais pessoas com propósitos e causas em comum, independentemente da área geográfica onde elas residam.

A reinvenção também atingiu em cheio a forma de expandir e espalhar o conhecimento, por meio de encontros virtuais, lives e cursos on-line.

Além disso, a renovação dos ambientes de trabalho irá além da popularização do home office, já que a pandemia também impactou a vida emocional dos profissionais.

Bem-estar emocional no trabalho e na vida

O sociólogo Dario Caldas, fundador do escritório de tendências Observatório de Sinais, em São Paulo, ressalta que há crescimento no setor de bem-estar devido ao aumento de casos relacionados à depressão e à ansiedade.

Caldas afirma que grandes empresas estão avaliando a possibilidade de oferecerem práticas integrativas no ambiente de trabalho, tais como:

  • meditação;
  • prática de ioga; e
  • terapias holísticas.

 

O isolamento social e o medo da pandemia têm afetado emocionalmente as pessoas e isso se reflete no ambiente de trabalho. Alguns profissionais não estão conseguindo alcançar o mesmo nível de aproveitamento e produção que tinham antes do surgimento da covid-19, e apresentam estresse ao retornar ao ambiente profissional, além de outras dificuldades no âmbito emocional.

Desse modo, as empresas estão se preocupando em preparar os profissionais para retornarem ao trabalho de forma positiva, já que as estimativas preveem um aumento de pessoas deprimidas e ansiosas nos próximos anos.

Dedicar-se ao outro foi uma das mudanças que a pandemia trouxe e que não atingiu somente a vida pessoal. Portanto, estratégias que unam qualidade de vida tanto no trabalho quanto fora dele tendem a gerar um crescimento das profissões ligadas à saúde física e mental, tais como:

  • técnicos de enfermagem;
  • enfermeiros;
  • médicos;
  • psiquiatras;
  • psicólogos;
  • psicanalistas;
  • instrutores de meditação; e
  • profissionais holísticos.

Vimos que, durante a pandemia, algumas profissões estão ganhando mais espaço. Vale ressaltar que essa tendência deve se manter no período pós-coronavírus.

Conheça agora outros setores afetados durante esse sobe e desce do mercado de trabalho.

Profissões que cresceram

Em primeiro lugar, as profissões ligadas à sustentabilidade estão ganhando espaço, pois as empresas estão se atentando ao fato de que se deve repor, em igual medida, a matéria-prima que é retirada do ambiente natural.

Os motoboys e motoristas também se tornaram fundamentais com o distanciamento social, devido ao aumento dos pedidos de delivery. O LinkedIn rankeou as 15 profissões emergentes no Brasil em 2020 e constatou que o motorista aparece em 10º lugar.

Ademais, a área tecnológica cresceu exponencialmente, demandando a inclusão do profissional de TI em empresas menores — ação até então pouco praticada pelos pequenos empreendedores.

Estudiosos de tendências do mercado de trabalho apontam que o planejamento estratégico passará a ser baseado em um novo tripé de inteligências:

  • inteligência de negócios;
  • inteligência de mercado; e
  • inteligência de dados.

Esse modelo exigirá profissionais que, além de especialistas em suas áreas, saibam lidar com a questão digital.

Na mesma vertente, o comércio virtual aumentou e, mesmo aqueles que eram avessos a essa prática, acabaram se rendendo às compras on-line devido à necessidade de manter o distanciamento social. Muitos estabelecimentos que não possuíam um e-commerce, por exemplo, passaram a usar essa ferramenta.

 

Profissões que perderam espaço

 

O fato é que, se a pandemia fez algumas profissões crescerem, por outro lado — devido às medidas de isolamento social — houve o afastamento de inúmeros profissionais do ambiente de trabalho.

Segundo dados da organização “Doméstica Legal”, divulgados na revista ISTOÉ, até o mês de maio deste ano, cerca de 44% dos trabalhadores domésticos formais foram afastados de seus empregos.

A saber, 385 mil empregadas domésticas foram demitidas, 30% foram colocadas em férias e 5,89% tiveram os contratos suspensos.

Até o mês de maio de 2020, o Brasil tinha por volta de 5,8 milhões de trabalhadores domésticos, sendo:

  • 1,5 milhões de empregadas domésticas formais;
  • 2,2 milhões trabalhando de forma informal; e
  • 2,3 milhões de diaristas sem vínculo empregatício.

Uma das razões para esse alto número de demissões foi que, com o isolamento social, grande parte das famílias buscou cortar gastos e assumir as demandas da casa. Em outros casos, optou-se pelo desligamento dos profissionais a fim de se evitar o contágio pela covid-19.

Além disso, houve corte de pessoal em cerca de 45% das empresas que atuam em serviços e na construção civil, setores que contam com uma mão de obra intensiva e geralmente de menor qualificação profissional.

Por fim, o setor de eventos e entretenimento também foi extremamente afetado; com bares, restaurantes e casas noturnas fechadas, garçons, promoters, hostess e outros trabalhadores ligados a essa área ficaram sem trabalhar.

 

O mercado de trabalho pós-pandemia nunca mais será o mesmo?

O mercado de trabalho e o mundo jamais serão os mesmos depois do surgimento do novo coronavírus, classificado como a segunda pandemia mais letal, atrás apenas da gripe espanhola, em 1918.

Os impactos da pandemia na sociedade já atingem todos os setores, seja de forma positiva, seja de forma negativa.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta que a crise econômica causada pela covid-19 pode ser a maior recessão global desde a Grande Depressão de 1929, estimando que haja um declínio de 3% da economia global em 2020.

Assim, com a queda de algumas profissões e reestruturação de outras, os profissionais estão buscando se reinventar, o que leva a novas necessidades de cursos e capacitações. O formato de trabalho atual, em que a tecnologia digital permeia todas as atividades, demanda um tipo de profissional inovador: aquele com a capacidade de trazer suas habilidades para o universo tecnológico.

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