Como Desenvolver As Soft Skills Que Nos Ajudam A Evitar A Síndrome Do Burnout

Vivemos a Era da Informação – isso é inegável. Somos todos, a todos os instantes, bombardeados com excesso de conteúdos que nos chegam, literalmente, pelas mãos. Desde a criação dos primeiros smartphones – com acesso à internet e às redes sociais –, estamos compelidos a não desligar da checagem de e-mails, porque sempre tem algo muito importante para resolver, não é mesmo?

Também não deixamos de dar aquela espiadinha rápida nas notícias de última hora, vai que estamos perdendo algum acontecimento importante? E aquele tuíte, se não o lermos, estaremos por fora dos trending topics mais quentes do momento e, claro, não teremos assunto para comentar na hora do cafezinho, não é? Afinal, temos que ser produtivos, proativos e aplicar nossas soft skills para continuarmos no mercado de trabalho!

 Pois bem. Se, por um lado, todo esse cenário nos trouxe as benesses do mundo contemporâneo – como evitar as filas em bancos ou as esperas demoradas em restaurantes, já que basta ter um app instalado no celular –, por outro, isso também gerou novos e graves problemas para as pessoas, tais como a hiperconexão. Ou seja, não desligamos nem um minuto se quer.

Tudo isso tem sido potencializado pela pandemia da Covid-19, o que traz vários riscos à saúde – em particular para aqueles que estão realizando o trabalho remoto há praticamente um ano. Diante disso, é bem possível que você já tenha ouvido falar sobre o aumento da síndrome de burnout e as habilidades, como as soft skills, que podem ser aplicadas para minimizar suas causas e consequências. Vamos entender melhor tudo isso? Continue acompanhando!

 

Para começar, o que são soft skills?

Para entender o que são as soft skills, primeiro, é preciso saber o que são as hard skills. Estas se referem a todas as habilidades técnicas que um indivíduo pode aprender em um curso ou treinamento. Por exemplo, dominar um outro idioma, montar e desmontar maquinários e assim por diante.

Em contrapartida, as soft skills – que, em tradução livre, seriam “habilidades suaves” – são traços comportamentais e, portanto, não mensuráveis. Isso porque soft skills correspondem à capacidade de um sujeito de ser resiliente diante de situações tensas, ter empatia mediante a questões sensíveis, ser colaborativo com o seu grupo e, ainda, apresentar uma comunicação clara, objetiva e não violenta com os demais.

Em outras palavras, as soft skills são uma combinação de habilidades socioemocionais, as quais não podem ser aprendidas da mesma maneira que as habilidades técnicas: devem ser desenvolvidas a partir do convívio comum e assertivo em sociedade.

 

Qual a importância das soft skills no dia a dia?

As soft skills ganharam uma relevância altíssima no cotidiano, já que elas permitem ao indivíduo lidar com os extremos e com a ausência de previsibilidade – como no caso da pandemia – de modo muito menos desgastante. Isso porque aquele que as desenvolve se adapta muito mais rapidamente às situações novas e complexas.

Cabe destacar que, no mercado de trabalho atual, as competências comportamentais têm tido muito mais destaque durante o recrutamento de um colaborador do que o domínio de um idioma, por exemplo. Assim sendo, é mais relevante que se tenha boa relação interpessoal com os demais, do que um currículo de fazer inveja nos pares.

 

Como desenvolver soft skills?

O segredo para desenvolver as soft skills é o autoconhecimento, uma vez que ele permite compreender as próprias qualidades e limitações, gerando reflexão para encontrar soluções criativas e inovadoras em todos os campos de atuação.

Em um momento como o que estamos vivenciando, repleto de incertezas sobre o futuro, habilidades como flexibilidade, manutenção de foco em resultados, gerenciamento do tempo, das emoções e do estresse, mediação no uso das tecnologias e depuração do excesso de informações, a fim de ser eficaz, tornam o processo muito menos penoso e mais consciente. Isso evita o desenvolvimento de estados emocionais relacionados às altas cargas de trabalho e tensão, como a síndrome de burnout.

 

Entendendo a síndrome de burnout

A síndrome de burnout, também conhecida como esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico caracterizado pelo estado crônico de estresse, ocasionado pelo excesso de tensão emocional, decorrente de condições de trabalho físicas e psicológicas altamente desgastantes. Em outras palavras, é uma condição ocupacional, registrada atualmente na Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde como CID-11.

Além disso, a síndrome de burnout pode ser classificada em quatro níveis:

  • sentimento de exaustão;
  • sensação de distanciamento mental do próprio trabalho;
  • negativismo;
  • baixa eficácia.

 

Como as soft skills nos ajudam no combate da síndrome de burnout?

Como a síndrome de burnout se trata especificamente de uma condição relacionada ao trabalho, buscar o desenvolvimento das soft skills é fundamental para evitá-la. O primeiro passo, então, é aceitar que o trabalho nunca é um processo solitário, muito menos individual, mas coletivo e realizado em equipe. Traduzindo: as responsabilidades não podem ser apenas nossas. Dessa forma, para não ser atingido pela síndrome de burnout, é preciso focar em estratégias mensuráveis e atingíveis, sem se esquecer de dar espaço para a vida pessoal. Assim sendo:

  • faça, ao menos, 30 minutos de atividade física diariamente – isso ajuda a liberar endorfina, gerando a sensação de prazer no corpo;
  • medite: acalmar a mente ajuda a perceber, de maneira mais sensível, o que está a nossa volta;
  • não tome decisões no auge do estresse – dê um tempo para si mesmo;
  • tenha objetivos, planos e metas, tanto para a vida pessoal quanto para a profissional;
  • tenha pequenas metas diárias a serem atingidas;
  • converse com um amigo de confiança – guardar as emoções não faz bem ao coração, literalmente;
  • procure realizar atividades diárias prazerosas, ou seja, reserve um tempo apenas para você;
  • evite contato com pessoas cuja tendência é reclamar constantemente da vida.

 

A pandemia e a síndrome de burnout

A pandemia acentuou ainda mais os casos da síndrome de burnout no Brasil. De acordo com pesquisas realizadas pela International Stress Management Association do Brasil (Isma), cerca de 30% dos brasileiros sofrem com o problema. A situação é agravada, ainda, pelos altos níveis de desemprego e pela intensificação da rotina de trabalho.

Sendo assim, é preciso atenção para que não ocorra o esgotamento mental, em particular daqueles que estão trabalhando remotamente. Além disso, quando for possível o retorno ao trabalho presencial, as empresas devem acolher seus colaboradores, para que eles se sintam seguros e confiantes para seguir em frente.

 

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