Tendências 2019 para a Educação a Distância no Ensino Superior

Tendências 2019 para a Educação a Distância no Ensino Superior

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Quando paramos para pensar nas perspectivas para a Educação a Distância no Ensino Superior em 2019 não podemos deixar de considerar a portaria 1.428, assinada em 28 de dezembro de 2018 pelo então presidente Michel Temer, que amplia para 40% a carga horária a distância de cursos presenciais – o dobro do limite anterior. Esta possibilidade certamente terá influência sobre o que será tendência no segmento este ano porque leva, inevitavelmente, a uma oferta maior de disciplinas e conteúdos em ambiente de EAD. E isso, por consequência, indica novos investimentos e também maior foco em inovação na educação, como bem destacou Norton Moreira, educador e CEO da DTCOM em artigo recentemente publicado no site InovEduc.

Diante deste cenário promissor para as Instituições de Ensino Superior, em especial as que já investem em EAD, e sem esquecer a perspectiva de que até 2023 a graduação virtual será maior que o presencial, relacionamos a seguir tendências que poderão atender ao aumento na demanda gerado pelo aumento da carga horária. Mas também apontamos quais rotinas e formatos de conteúdo e interação vão ganhar ainda mais espaço no dia a dia das instituições, contribuindo tanto para o melhor aprendizado dos alunos, mas também para o fortalecimento dos cursos enquanto negócios.

Ensino Híbrido cresce e se consolida

É possível considerar que o modelo de Ensino Híbrido (do inglês “blended learning”) tende a ser o principal beneficiado com o aumento da carga horária prevista pela portaria governamental. Afinal, já desponta como um dos mais promissores modelos de aprendizado da atualidade, mesclando momentos presenciais com ambientes virtuais de Educação a Distância.

Por isso, é de se esperar seu crescimento, com mais ofertas de cursos com estas características, adicionando mais EAD e utilizando mais conceitos como o de sala invertida, com o conteúdo sendo apresentado na plataforma virtual e os encontros presenciais servindo de momento para testar e experimentar o que diz a teoria. Além disso, o que também conta a favor do Ensino Híbrido é a facilidade de proporcionar um aprendizado mais personalizado e mais assertivo que atende melhor o objetivo de cada aluno.

Mobile learning na palma da mão

Os brasileiros passaram mais de três horas por dia usando o smartphone em 2018, o que colocou o país em 5º lugar no ranking global de tempo de uso deste aparelho. O dado é do relatório Estado de Serviços Móveis, elaborado pela consultoria especializada em dados sobre aplicativos para dispositivos móveis App Annie, um dos mais completos do mundo. Esta informação confirma o potencial que o smartphone tem para ser cada vez mais usado como plataforma de aprendizagem, associada a cursos que já usam ambientes de EAD.

Mobile learning na palma da mão

Por isso, o mobile learning, ou aprendizagem móvel, vem ganhando espaço por conta da ubiquidade que oferece ao aluno. Ou seja, usando seu smartphone, ele pode consumir o conteúdo do curso na palma da mão e em qualquer lugar, a qualquer hora. Para que a experiência do aluno seja positiva as instituições precisam investir em estudos de usabilidade e estarem atentas a plataformas em expansão.

Por exemplo, vídeos já são consagrados, mas agora fala-se muito em podcasts, conteúdos em áudio que são consumidos em canais próprios ou em aplicativos como o Spotify. Assim, caminhando, praticando exercícios ou mesmo no trânsito, é possível acompanhar os conteúdos das aulas com muito mais facilidade.

Microlearning para conquistar atenção

O mobile learning leva ao microlearning. Ou seja, se temos um maior uso do smartphone, com mais tempo dedicado ao consumo de conteúdo via aplicativos, a tendência é que as Instituições de Ensino Superior precisam compreender os novos hábitos e adequar seus cursos de EAD para formatos com características com as quais os alunos estejam familiarizados.

A tendência de uma aplicação maior de formatos como vídeos cursos, games e testes online como forma de fixar conteúdo. O aluno pode consumi-lo de forma mais rápida e tranquila, via smartphone, assim como dá um like numa foto no Facebook ou no Instagram, ou compartilha um novo meme.

A ideia de usar microlearning é criar formas de chamar e conquistar a atenção dos alunos, o que é o grande desafio não só das instituições de ensino, mas de todos os negócios que desejam estabelecer uma comunicação com seu público-alvo nos dias de hoje.

Uso de redes sociais inserido na educação

Pode-se afirmar que o microlearning “bebe” na fonte das redes sociais, no que é publicado nelas, para gerar conteúdo educativo. Mas a tendência é que as redes como Instagram e Facebook, além do WhatsApp, não sirvam só de inspiração, mas que sejam inseridos no dia a dia das instituições de ensino e nos cursos de EAD também para encarar o desafio da conquista da atenção.

Uso de redes sociais inserido na educação

Afinal, vivemos ou não a “Era das Notificações”?

Os números dizem que sim. Conforme pesquisa do Ibope Inteligência com internautas de todo o Brasil, 75% dos entrevistados disseram que as redes sociais — como Facebook e Instagram — são os segmentos de aplicativos que mais usam em seus smartphones. Diante disso, como destacou em artigo Sylvia Souza, gerente de marketing da DTCOM, usar as redes sociais como canal de divulgação é o mínimo a fazer. A tendência é ir além e tornar plataformas e ferramentas como as lives do Facebook, os Stories do Instagram e os grupos de WhatsApp parte da rotina de interação aluno-professor.

Inteligência Artificial e uso de dados na educação

A aplicação de conceitos de Inteligência Artificial (AI) vem se tornando cada vez mais comum e passa a estar cada vez mais no dia a dia e não mais no imaginário como algo futurista e até inalcançável. Mas basta citar um exemplo simples para confirmar que a AI está entre nós: chatbots ou robôs de conversação. Sua instituição de ensino pode adotar a ferramenta para dar maior agilidade no atendimento aos alunos, por exemplo.

Pode-se ver os chatbots em ação em sites e até em páginas no Facebook. O robô é “programado”, a partir do uso de um banco de informações tipo Perguntas Frequentes, e que interage com o visitante quando o canal é acessado. Assim, pode-se fornecer informações dos mais variados tipos e dar ao aluno, especialmente, aquilo que ele tanto precisa.

O chatbot é um exemplo, mas a Inteligência Artificial pode oferecer muito mais para a educação, como apoio personalizado para o aluno, invariavelmente associada ao Big Data. São os dados que ajudam a criar as soluções de AI em desenvolvimento por gigantes como Microsoft, Amazon ou IBM, e milhares de pesquisadores e desenvolvedores ao redor no mundo.

E para você, o que esperar de 2019 no Ensino a Distância? Compartilhe sua opinião com a DTCOM.

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