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Portal Competência

24 de outubro de 2013
Eduardo Ferraz


Os cinco principais motivadores na carreira

Cada pessoa tem anseios diferentes

Os cinco principais motivadores na carreira

Um dos pontos-chave para saber como se posicionar de modo mais adequado no mercado de trabalho é entender o que o motiva. Precisamos ter motivos relevantes para levantar todos os dias e ir trabalhar entusiasmados. Se você adora dinheiro e seu trabalho é mal remunerado, ficará desmotivado. Se prefere um trabalho seguro e estável, mas se sente pressionado, ficará infeliz e temeroso. Se gosta de muito aprendizado, mas ouve com frequência que a empresa em que você trabalha não é escola e que tem de se virar para aprender por conta própria, ficará decepcionado e desestimulado.

A verdade é que cada pessoa tem anseios diferentes e, consequentemente, motivações diferentes. Após 20 anos de experiência prestando consultorias, criei uma versão prática da teoria dos motivadores, para explicar o significado dos fatores que estimulam os profissionais na carreira. Basicamente, há cinco fatores motivacionais:

Dinheiro – Quanto mais intenso for esse motivador, mais a pessoa aceita riscos e desafios profissionais em troca de dinheiro. Pessoas assim preferem trabalhos que ofereçam remuneração variável, aceitam bem o desconforto e a falta de qualidade de vida se sentirem que têm a chance, mesmo que remota, de enriquecer. Nestes casos procure atividades em que haja oportunidades de ganhar mais: trabalhar com vendas, mudar-se para novas fronteiras, montar pequenos negócios ou entrar em empresas nas quais a remuneração esteja fortemente relacionada à obtenção de metas.

Segurança – Quanto maior a intensidade dessa motivação em sua personalidade, maior será seu medo de perder algo: produção, dinheiro, trabalho, bens materiais ou saúde. Pessoas assim arriscam pouco, gostam de empregos “garantidos” e têm muito medo de ser enganadas. Quem é assim prefere uma ocupação segura e pouco sujeita a mudanças. Valoriza cargos que proporcionem estabilidade e proteção no longo prazo, tende também a valorizar trabalhos que permitam ter qualidade de vida, proximidade de sua residência, horários bem definidos e pouca pressão por resultados no curto prazo.

Aprendizado – Quanto maior esse motivador, mais valorizados serão os trabalhos que propiciem oportunidades de receber treinamentos técnicos e, principalmente, o aprendizado informal, por meio de muita interação com pessoas mais experientes, que sirvam como orientadores. Essa motivação costuma ser mais intensa no início da carreira, período em que as pessoas investem tempo em aprender para, no futuro, almejar outras motivações, como dinheiro ou aprovação social, por exemplo.

Aprovação social – Quanto mais alta a intensidade dessa motivação, maior será a preocupação do indivíduo com a obtenção de um reconhecimento especial. Essa pessoa valoriza cargos ou títulos, gostaria de se sentir importante e, se possível, admirada. Ela deve procurar empresas que tenham um histórico de reconhecer e promover rapidamente as pessoas que se destacam. Nas pequenas empresas é mais fácil e rápido alcançar cargos de liderança do que nas grandes, cuja competição é maior.

Autorrealização – “O que uma pessoa poderá ser, deverá ser.” Essa frase de Abraham Maslow resume um dos mais importantes anseios dos seres humanos: expressar ao máximo suas potencialidades. Autorrealizar-se é a motivação mais complexa e profunda, pois desperta no indivíduo a vontade de cumprir seu propósito de vida. Os músicos devem fazer música, os desenhistas, desenhar, os autores, escrever e os líderes, comandar se quiserem ficar em paz com eles mesmos. “O que os seres humanos podem ser, devem ser. As pessoas autorrealizadas têm uma consciência clara sobre seus impulsos, desejos, suas opiniões e ações como um todo”, disse Maslow.

Como vimos, cada indivíduo tem necessidades em diferentes intensidades. Antes de aceitar uma proposta de emprego, é preciso pesquisar como a empresa funciona, os valores e cultura organizacionais, para saber se estará de acordo com seus motivadores profissionais.



Eduardo Ferraz

É consultor em Gestão de Pessoas há 21 anos e especialista em treinamentos usando como base a Neurociência comportamental. Acumula mais de 30 mil horas de experiência prática em empresas de vários segmentos. É pós-graduado em Direção de Empresas pelo ISAD PUC-PR e especializado em Coordenação e Dinâmica de Grupos pela SBDG. Autor do livro “Vencer é ser você”, da Editora Gente. Para mais informações, acesse: www.eduardoferraz.com.br www.facebook.com/eduardoferrazconsultor