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Portal Competência

24 de junho de 2014
Samuel Marques


Você tem uma Lista do Nunca?

Dez recomendações que já se comprovaram de grande utilidade na vida das pessoas

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O filósofo francês Voltaire nasceu em 1694 e foi um dos grandes pilares do Iluminismo. Suas obras influenciaram desde a Revolução Francesa até a Independência dos Estados Unidos. A este grande homem, atribui-se a frase que constitui a base para todos terem o que eu chamo de “A Lista do Nunca”. Eis a máxima: “Em questões de dinheiro, temos todos a mesma religião”.

A frase sugere que o assunto dinheiro propõe um consenso universal, por mais que tenhamos opiniões diferentes sobre vários temas, incluindo aí a religião de cada um. Em outras palavras, se estivermos falando de dinheiro, existe um consenso de coisas certas e coisas erradas, que são válidas em todo o mundo, em qualquer cultura do planeta. Quer ver alguns exemplos?

  • O correto é poupar parte dos recursos que ganhamos com muito trabalho.
  • O correto é evitar o pagamento de juros.
  • O correto é evitar o desperdício.

A lista é grande e pode incluir o que é bom e o que não é para o seu dinheiro , em qualquer tempo e cultura. Mas para facilitar a vida de quem deseja colocar a vida financeira em ordem e fazer o melhor com seu dinheiro eu costumo recomendar “A Lista do Nunca”:

Esta lista contém um grupo de dez recomendações que já se comprovaram de grande utilidade na vida das pessoas e que podem ser valiosas também para você e sua família. Veja só:

  1. Nunca empreste o seu nome para que outra pessoa financie um bem. Afinal, se ela não pagar, você é que será cobrado;
  2. Nunca empreste uma folha de cheque, nem a tome emprestada. Emprestar um cheque é o mesmo que emprestar o dinheiro.
  3. Nunca peça adiantamentos de salário, benefícios ou restituição de impostos. É preciso viver com o salário do mês, prefira poupar as verbas extras.
  4.  Nunca conte com recursos que não foram confirmados. É melhor não comprometer o dinheiro que você nem recebeu ainda.
  5. Nunca tome dinheiro emprestado da mão de agiota. Geralmente, os métodos de cobrança utilizados por eles não são pacíficos.
  6. Nunca seja fiador ou avalista de outra pessoa. Na prática, os credores vão cobrar a dívida do avalista, deixando o devedor principal em segundo plano.
  7.  Nunca utilize o limite do cheque especial. Se não tiver outra saída, prefira um empréstimo pessoal, pois a taxa é sempre mais baixa.
  8.  Nunca utilize o crédito rotativo do cartão de crédito. Quitar apenas o valor para pagamento mínimo da fatura significa que você está tomando emprestado o restante. E as taxas deste tipo de crédito são as maiores do mercado.
  9. Nunca atrase as contas básicas da casa: aluguel, água, luz, telefone. Já pensou se forem cortadas?
  10. Nunca financie um bem que custe menos do que o seu salário mensal. Com certeza você pode juntar este dinheiro em pouco tempo e pagar à vista.

Além destes, você pode ter outros tópicos que a sua experiência já demonstrou serem úteis. Assim você vai ampliar a sua lista colocando coisas do tipo:  “Não emprestar dinheiro ao meu primo. Pois ele não pagou da última vez”.

Com a lista do nunca nas mãos, você facilita a vida. Fica definido na família que nem você, nem a esposa/marido irão assumir um destes comportamentos. Assim, não existirá margem para discutir a possibilidade, uma vez que todos estão cientes do acordo a respeito.

Mas e se alguém insistir no pedido para que você seja seu fiador? Neste caso você pode apresentar dois argumentos:

Primeiro: mostre a lista do nunca e fale do seu acordo em família para não ser fiador de ninguém.

Segundo: em nome da boa amizade, ofereça-se para ajudar na busca de outra solução, como por exemplo, pagar o primeiro mês do seguro fiança numa locação de imóvel. Com certeza vai sair mais barato.

Caso esta pessoa continue insistindo para que você seja fiador, apele para o argumento do Voltaire e diga que a sua religião não permite. Quem sabe assim, ela desista.



Samuel Marques