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Portal Competência

9 de agosto de 2013
Recursos Humanos


Um RH que faz a diferença

Como fazer com que os recursos humanos ganhem relevância estratégica nos negócios

Um RH que faz a diferenca

Ficou para trás o tempo em que a área de recursos humanos só precisava cuidar de questões burocráticas, como: folha de pagamento, benefícios, cálculos trabalhistas, relações com sindicatos, contratações e demissões. Hoje, já existem sistemas informatizados que facilitam essas atividades mais operacionais. Diante disso, torna-se cada vez mais necessário que o profissional do setor assuma seu papel como parceiro de negócios da organização. Ou seja, cabe agora ao RH elaborar estratégias de gestão de pessoas que gerem resultados efetivos para a empresa.

O primeiro passo a se dar para tornar o RH de uma organização mais estratégico do que operacional se relaciona com a cultura da instituição. É preciso que a alta gerência realmente acredite que a gestão do capital humano faz toda a diferença nos negócios. “Quando a empresa não enxerga o RH como um facilitador e parceiro do negócio, isso acaba dificultando. A credibilidade e autonomia são fundamentais para realizar melhorias e implementar ações”, explica a consultora executiva de RH da De Bernt Entschev, Tatiana Zeilmann.

Tatiana apresenta sólida experiência na área no recrutamento e seleção de executivos e já atuou dentro de empresas multinacionais. A consultora cita algumas atitudes que o RH pode tomar a fim de influenciar os resultados da organização: “desenvolver uma ouvidoria para atentar às necessidades dos colaboradores, frequentar reuniões com os gestores de outras áreas para obter informações e melhorar as condições de trabalho, ter acesso às informações estratégicas da empresa e participar ativamente do processo de planejamento estratégico da mesma”.

Para colocar em prática as ações citadas acima por Tatiana, porém, é preciso que a área de recursos humanos ganhe a confiança da diretoria da empresa. O diretor de desenvolvimento profissional do Instituto Brasileiro dos Consultores de Organização – IBCO, Eduardo Rocha, alerta aos atuantes na área de RH que tenham amplo entendimento sobre a organização. “É preciso provar conhecimento sobre a missão, a visão, os objetivos e as técnicas de planejamento da empresa, assim como estabelecer, mensurar e divulgar indicadores que mostrem a contribuição do RH para os resultados e processos”, esclarece Rocha.

O diretor do IBCO já atuou como executivo de RH, cliente interno de RH como gestor de áreas operacionais e consultor de profissionais de recursos humanos. Ele destaca que uma organização só tem a ganhar quando a sua área de gestão de pessoas atua estrategicamente: “é evidente uma maior eficácia e o alcance dos resultados planejados. Isso porque a empresa é um sistema complexo e aberto, operacionalizado por pessoas, quer individualmente ou em equipes”.

 



Redação, Portal Competência