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Portal Competência

13 de agosto de 2013
Qualidade de Vida


Um fim às fofocas corporativas

Iniciativas dos departamentos de RH evitam conversas inconvenientes

Um fim as fofocas corporativas

A descontração no ambiente profissional é muito bem-vinda em diversas ocasiões. Afinal, conversas e brincadeiras saudáveis entre colegas de trabalho geram ânimo para um agitado dia de afazeres. O problema ocorre quando o bate-papo entre colaboradores envolve comentários maldosos sobre pessoas ausentes. Como diferenciar uma conversa amena de uma fofoca corporativa? De que maneira esses burburinhos pela empresa conseguem minar o desempenho de uma equipe? Especialistas em etiqueta empresarial dão as suas opiniões sobre o assunto.

Desconfianças, preconceitos, desentendimentos, rancores, perda de tempo e de energia, desvio de objetivos, competição destrutiva, desunião. Esses são apenas alguns dos efeitos noviços que as fofocas ocorridas no âmbito empresarial geram entre os envolvidos. Quem afirma isso é a consultora de comportamento profissional Maria Aparecida Araújo. “Esse tipo de conversa tem um enorme poder de propagação. Quando uma equipe permite que a fofoca se instale em seu ambiente, o resultado será sempre prejudicial”, destaca Araújo.

A consultora é diretora da Etiqueta Empresarial Executive Manners Consulting e tem mais de 30 anos de experiência na área. Para ela, a empresa deve desestimular comentários corriqueiros sobre pessoas ausentes na conversa dentro do ambiente profissional. “As pessoas elegantes respeitam os ausentes. Falar de quem não está presente, já pode ser entendido como fofoca. É possível fazer referências elogiosas ao trabalho do outro, mas é preciso destacar que comentários depreciativos sempre causam danos à imagem dos envolvidos”, explica a diretora.

O papel do RH

Cláudio Pelizari também é especialista em comportamento profissional, imagem pessoal e qualidade de vida. Acostumado a ministrar palestras sobre o assunto, o consultor aconselha os setores de RH a filtrarem – já no recrutamento de profissionais – os candidatos que tenham claro perfil para esse tipo de comportamento. “São pessoas indiscretas, impulsivas, com verborragia, desasseio mental, presunção, curiosidade inconveniente, leviandade. Uma entrevista e dinâmica de grupo bem conduzidas podem identificar essas deficiências”, opina Pelizari.

O especialista em etiqueta empresarial concede ainda outras orientações aos departamentos de RH sobre o assunto. “Organizar treinamentos comportamentais voltados à melhoria do clima interno é interessante. Elaborar e apresentar códigos de conduta aos colaboradores desde a sua contratação também é imprescindível. Outro ponto importantíssimo é estimular o exemplo dado pelas lideranças e corpo diretivo da empresa. A palavra convence, mas o exemplo arrasta”, enfatiza Cláudio.



Redação, Portal Competência