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Portal Competência

30 de outubro de 2013
Qualidade de Vida


Trabalho noturno com qualidade de vida

Colaboradores do período noturno precisam de cuidados especiais

Trabalho noturno com qualidade de vida

O colaborador que realiza suas atividades profissionais entre às 22 horas de um dia e às cinco horas do dia seguinte tem sua atividade classificada como trabalho noturno. Assim considera a Constituição Federal em seu artigo 7º.

Esse trabalhador, para manter sua qualidade de vida, necessita de cuidados especiais da empresa. Medidas que vão muito além de uma remuneração superior ao trabalho diurno – garantia já exigida por lei. A diretora da Anamt – Associação Nacional de Medicina do Trabalho, a médica Márcia Bandini, é quem orienta os profissionais de RH neste sentido.

Especialistas garantem que, inevitavelmente, o trabalho noturno causa impactos na saúde do colaborador. A atividade realizada no horário habitualmente destinado ao repouso do indivíduo produz alterações endócrinas e imunológicas na pessoa. Diante disso, quando não é possível à empresa eliminar o expediente neste período, é fundamental que ela ofereça todo o suporte necessário para atenuar seus efeitos à saúde e ao bem estar.

O estabelecimento de turnos de revezamento no sentido horário (manhã, tarde e noite) é uma das medidas sugeridas pela diretora da Anamt. “O chamado turno fixo, que pode trazer alguns benefícios sociais em curto prazo, também pode tornar crônicos alguns distúrbios do ciclo sono-vigília. Por isso, o revezamento é preferível, sempre garantindo o repouso da pessoa após o trabalho noturno”, explica Márcia.

Entre as demais garantias estabelecidas pela Constituição ao trabalhador noturno, está o oferecimento de intervalos para alimentação e sono. A lei prevê que, para jornadas de trabalho de quatro a seis horas, este período deve durar 15 minutos. Mas para jornadas excedentes a seis horas, o intervalo deve ter entre uma a duas horas, obrigatoriamente.

Não adianta, porém, apenas garantir os intervalos devidos. Para Márcia Bandini é indispensável que a empresa também ofereça ambientes adequados para que o trabalhador realize essas pausas com condições ideais de descanso e alimentação.

E por falar em alimentação, o setor de RH também vai colaborar expressivamente com a saúde e o bem estar do trabalhador noturno se contribuir com a sua alimentação. “Esse profissional precisará de alimentos com menos gordura e calorias. Isso o ajudará a enfrentar a noite”, reforça Bandini.

É verdade que existem ações que só podem ser colocadas em prática pelo próprio trabalhador. Mas o gestor de RH pode, sim, oferecer treinamentos para orientar seu quadro de pessoal a desenvolver boas práticas para prevenção da fadiga, higiene do sono, alimentação balanceada, entre outros temas. “Sempre que possível, esses treinamentos devem envolver familiares, pois eles são o suporte social fora do trabalho”, acrescenta a diretora da Associação Nacional de Medicina do Trabalho.



Redação, Portal Competência