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Portal Competência

23 de outubro de 2014
Comunicação Corporativa


A Torre de Babel do público interno

Cinco dicas para segmentar a comunicação interna conforme os diferentes perfis de colaboradores

A Torre de Babel do público interno

Em uma mesma empresa existem grupos de profissionais com características expressivamente variadas. Do operacional aos líderes do alto escalão; diferenciam-se de forma contundente a maneira de falar, os gostos pessoais, a formação acadêmica, a classe social, entre tantas outras questões. Adaptar a linguagem utilizada para se comunicar com estes variados grupos de colaboradores é essencial.

“Para conquistar o engajamento do seu público interno como um todo é necessário falar diretamente com ele de uma forma que lhe seja compreensível. Ao utilizar uma linguagem com a qual determinado perfil de colaboradores não se identifica ou mesmo não entende, como isso será possível?”, indaga a especialista em Comunicação Interna, Denise Revelk Cecatto.

Denise atuou durante 20 anos na Comunicação Interna de empresas de grande porte da Indústria Automotiva. Atualmente, ela é consultora de Imagem e Posicionamento da Smartcom – Inteligência em Comunicação.  Abaixo, ela concede cinco orientações para auxiliar as empresas na segmentação de seus veículos de comunicação interna.


Saiba mais em: Os seus colaboradores também são seus clientes


Conheça e classifique os seus públicos – Antes de querer adaptar a linguagem dos veículos de comunicação da sua empresa aos diferentes perfis de colaboradores encontrados nela, é necessário identificar que públicos são esses e classificá-los em grupos específicos. Pesquisas por meio de entrevistas e questionários aplicados a uma amostragem de cada setor da empresa ou mesmo o contato com os gestores de área podem ser úteis neste sentido.

Veículo de massa, linguagem de massa – Não é errado ter um meio de comunicação que visa atingir a todos os colaboradores da empresa de uma forma geral. Porém, é preciso ter consciência de que a linguagem utilizada neste veículo em específico deve ser compreensível a todos. Ou seja: nada de termos rebuscados que o chão de fábrica não consiga decifrar ou de simplificar tanto o conteúdo que este deixe de ser atrativo aos executivos.


Saiba mais em: 11 sugestões para a sua comunicação


Acerte na escolha da mídia – Não convêm utilizar uma newsletter digital para falar com um grupo de colaboradores que não tem acesso ao computador, correto? Também não seria ideal fazer um jornal mural para os executivos que não têm tempo de parar no corredor da empresa para ler. Avalie qual é a mídia que melhor atinge determinado perfil de profissionais da organização. Seja estratégico!

De olho no vocabulário – Cada departamento da empresa possui um vocabulário próprio. Convêm ao profissional que vai se comunicar com esses nichos de colaboradores dominar os termos técnicos de cada grupo. A formação educacional dos trabalhadores com quem se quer também vai determinar se serão utilizadas frases curtas ou mais elaboradas, ordem direta ou indireta na construção dessas frases, parágrafos pequenos ou mais prolongados etc. Pensei no que dizia o poeta William Butter Yeats: “pense como um sábio, mas comunique-se na linguagem do povo”.

A linguagem visual também faz a diferença – As imagens, fotos, cores e a disposição do conteúdo nos veículos de comunicação também devem falar a linguagem específica do público quem se deseja comunicar. Observe com qual identidade visual eles criam maior afinidade.



Redação, Portal Competência