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Portal Competência

18 de setembro de 2013
Recursos Humanos


Tire a pessoa certa do lugar errado

Como identificar e realocar um profissional competente de uma função que não aproveita o seu potencial

Tire a pessoa certa do lugar errado

Como identificar e realocar um profissional competente de uma função que não aproveita o seu potencial

Não são raras as pesquisas que visam mensurar a satisfação dos brasileiros no trabalho. Em 2011, a Revista Isto É divulgou um estudo feito pela International Stress Management no Brasil. Os dados revelaram que apenas 24% dos profissionais do país se sentem realizados em suas ocupações. Entre esses trabalhadores, estão aqueles extremamente competentes que apenas estão frustrados por estarem na função errada. Já parou para avaliar se na sua empresa existem pessoas nestas condições e de que forma resolver esse problema?

Para o especialista em gestão estratégica de pessoas, André Laizo, dois fatores principais são responsáveis por colocar profissionais competentes em posições frustrantes: “a imaturidade de jovens que querem se inserir no mercado de trabalho a qualquer custo e só depois percebem que a vaga que ocuparam não corresponde ao perfil deles. E os processos seletivos de empresas que só se preocupam com uma seleção técnica e não fazem diagnóstico de perfil”.

Laizo é responsável pela Gestão Organizacional de Pessoas e Assessments da Fellipelli. Ele defende a importância de que as empresas realizem o mapeamento de seu quadro de profissionais por meio de processos de coaching ou ferramentas específicas, como o Birkman. “Caso sejam identificados profissionais em posições que não favorecem suas competências, a empresa deve entender os prejuízos disso e não abrir mão da realocação desse colaborador”, sugere o consultor.

O remanejamento desses profissionais também é defendido pela psicóloga organizacional especializada em Cultura Corporativa, Mariana Portela. Ela sustenta: “o profissional de RH precisa entender de maneira mais ampla o talento. Por mais difícil que seja uma realocação, é importante ter consciência que um profissional não pode ter todas as competências, por isso, deve estar em uma função que aproveite ao máximo as habilidades que possui”.

E para realocar esse colaborador da melhor maneira, a consultora em Transition Management da De Bernt Entschev, Ordália Segalovich, sugere: “não basta colocar a pessoa em uma nova função, o RH precisa acompanhar esse profissional nessa outra posição. Deve sugerir treinamentos que o capacitem para atuar na ocupação, acompanhá-lo com cuidado até que se adapte e preparar um substituto para a sua vaga”, explica Ordália.

 



Redação, Portal Competência