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Portal Competência

26 de dezembro de 2013
Recursos Humanos


Tempo de Casa é um diferencial e deve ser valorizado

Atualmente, profissionais com mais de 10 anos de casa são raridade

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Com o aumento da competitividade no mercado de trabalho, a relação do colaborador com o emprego passou por fortes modificações. Atualmente, a média de tempo em um mesmo cargo varia entre dois e três anos. Depois disso, ou o colaborador é promovido ou troca de empresa. Antigamente, o importante eram os encargos salariais e, também, a estabilidade. Era comum um colaborador ingressar em uma empresa jovem e se aposentar nela. Isso já não reflete a realidade atual, pois uma pessoa com mais de 10 anos de casa, é raro.

Na Globalweb, empresa especializada em Tecnologia de Informação, setor que costuma ser difícil encontrar profissionais qualificados, um colaborador com 10 anos de casa virou diferencial e é motivo de homenagem. Em dezembro, a empresa, que conta com 1,4 mil profissionais, entregou troféus a 61 funcionários que possuem mais de uma década de atuação. “Acreditamos muito no poder do capital humano, principal ativo de nossa empresa. Construir uma trajetória consolidada de sucesso com o nosso time de colaboradores é a certeza de que a cultura organizacional gera resultados positivos, garante o sucesso da nossa política de gente e gestão”, diz Mariana Boner, diretora de RH da Globalweb.

Em um mercado competitivo, onde os processos de recolocação profissional são simples e rápidos, valorizar a estabilidade do colaborador torna-se uma ação estratégica. Esta é a opinião da consultora da empresa De Bernt Entschev, Jéssica Monteiro. Ela considera que as pessoas que ficam por muito tempo na mesma empresa são peças-chave para a gestão do conhecimento. “Essas pessoas conhecem os processos, as políticas internas e, principalmente, se identificam com a cultura da organização. É preciso valorizá-los com bonificações, prioridade no recrutamento interno e, também, incluí-los em um projeto de gestão do conhecimento”, explica.

No entanto, os critérios de reconhecimento por tempo de casa devem ser transparentes e comunicados a todos os colaboradores. “A empresa deve promover a integração dos mais antigos e daqueles que acabam de chegar. Assim, é possível transmitir o conhecimento adquirido pela experiência e misturá-las às ideias inovadoras dos mais jovens. A empresa só tem a ganhar com esta união”, finaliza Jéssica Monteiro.



Redação, Portal Competência