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Portal Competência

16 de maio de 2014
Helio Meirim


Tecnologia e Logística: uma dupla de sucesso

Conheça diversas ferramentas facilitadoras para a gestão de informações que podem proporcionar inúmeros benefícios para a logística

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Como profissional de logística, tenho acompanhado, com muita atenção, a evolução do uso da tecnologia e dos sistemas de informação como elementos essenciais na gestão dos processos logísticos. A busca pela otimização dos fluxos de informação pode ser observada na definição do conceito de Logística do Council of Logistic Management, que a define como o “processo de planejar, implementar e controlar a eficiência, o fluxo e a armazenagem de mercadorias (serviços e informações correlatas), do ponto de origem ao ponto de consumo, com o objetivo de atender às exigências dos clientes.” Percebemos que, com o aumento da competitividade e da complexidade dos negócios, as organizações precisam investir cada vez mais na melhoria dos processos logísticos, visando à elevação dos níveis de serviço ao cliente e à busca por custos operacionais adequados ao negócio. Nesse sentido, o uso da tecnologia e dos sistemas de informações possui papel fundamental para conseguirmos superar estes e outros desafios logísticos. Observamos também que os consumidores estão cada vez mais exigentes (com razão) e desejam ser informados sobre promoções, novidades e, após efetivação da compra, esperam ter total visibilidade do ciclo de seu pedido (da entrada à entrega). Logo, entendemos que, para atender a este novo cenário, é necessário que o profissional de logística esteja atento às possibilidades que a tecnologia e os sistemas de informação podem propiciar para a melhoria da gestão dos processos logísticos de sua organização. Atualmente já dispomos de diversas ferramentas facilitadoras da gestão das informações ao longo da cadeia de suprimentos. Procuraremos mencionar algumas delas, a saber:

  • Código de barras – Existe uma padronização mundial para a leitura de código de barras que tem um papel decisivo nos processos de automação dos processos logísticos. Através da leitura do código de barras, é possível capturar informações de forma rápida e confiável, facilitando bastante o processo operacional.
  • EDI – Eletronic Data Intechange (Intercâmbio eletrônico de dados) – Tem como grande objetivo agilizar o processo de comunicação, através da transmissão automática de informações, entre os diversos elos da cadeia produtiva.
  • ERP – Enterprise Resource Planning (Sistemas integrados de gestão) – Sistemas de informação que buscam integrar todas as atividades do negócio (finanças, marketing, produção, recursos humanos, compras, logística), dispondo dos dados dessas áreas em um banco de dados centralizados, o que possibilita, além da integração, uma possibilidade de assegurar uniformidade nas informações usadas por todas as áreas. 
  • GPS – Global Positionning System (Sistema de posicionamento global) – Possibilita o monitoramento, através da utilização da comunicação, entre um aparelho receptor (GPS) e satélites que apontam a localização do aparelho receptor. Atualmente é bastante usado no monitoramento e rastreamento de veículos.
  • RFID – Radio Frequency Identification (Identificação via rádio frequência) – A captura automática de dados, através da interação entre etiquetas inteligentes, transmissores, antenas e decodificadores, possibilitam realizar a leitura sem o contato com o código de barras. Isto traz grandes vantagens operacionais como, por exemplo, dispor uma etiqueta inteligente dentro de uma embalagem de um produto e poder realizar a leitura desta etiqueta sem ter que desembalar o mesmo.
  • RTLS – Real Time Location System (Sistema de localização em tempo real) – Utiliza rede Wi-Fi, o que permite a localização e o gerenciamento de objetos e pessoas. A localização é possível através do uso de pequenos tags que possuem baterias potentes com dispositivo wireless. Os tags são baseados em RFID, que podem ser colocados em produtos, equipamentos, crachás de colaboradores etc…
  • TMS – Transportation Management System (Sistemas de gerenciamento de transportes) – Tem como objetivo gerir os processos de transportes (tarifas, operação, monitoramento de entregas, atendimento a cientes e outros) e vem sendo bastante utilizada por empresas de transporte, visando uma melhor gestão de todo o seu processo (coleta a entrega).
  • VMI – Vendor Managed Inventory (Estoque administrador pelo fornecedor) – Através de acordos previamente estabelecidos, entre compradores e vendedores, sobre o planejamento de vendas e a quantidade de estoque desejado de um produto, fornecedores recebem informações (via EDI) sobre os níveis de estoque possibilitando assim uma agilidade nos processos de reposição.
  • WMS – Warehouse Management System (Sistemas de gerenciamento de armazéns) – Possibilita a integração das informações desde o momento do cadastro do item, localização do produto no armazém, controle de entradas e saídas, controle e utilização da capacidade produtiva da mão de obra, gestão e otimização do espaço do armazém (ocupação).

Como podemos perceber, nesta pequena lista, que com certeza pode ser complementada, temos uma série de ferramentas disponíveis e que, se bem utilizadas, podem proporcionar inúmeros benefícios para a gestão logística. Entretanto, não podemos nos esquecer de que a ferramenta é apenas um meio e não um fim. Por isso, gostaria de concluir este pequeno artigo destacando que, antes de pensar em que tecnologia ou sistema escolher, devemos avaliar criteriosamente as reais necessidades de seus processo, selecionando a solução mais adequada para o mesmo; evitando, assim, cair na tentação de seguir somente os modismos tecnológicos. Devemos ainda ter em mente que o objetivo deve ser a informação e não o uso da tecnologia. Neste sentido, recomendo que, no processo de seleção da tecnologia a ser adotada, seja sempre lembrado que os objetivos da tecnologia de informação são: *   Assegurar a qualidade e integridade da informação; *   Proporcionar visibilidade dos processos (ambiente interno e externo); *   Possibilitar suporte à operação e apoio à tomada de decisão; *  Possibilitar ganhos de produtividade (racionalização, automação, por exemplo) E não podemos esquecer que as pessoas envolvidas precisam estar engajadas no projeto e capacitadas no uso da tecnologia escolhida, pois delas dependerá o sucesso deste novo momento da empresa.



Helio Meirim

CEO da HRM Logística consultora & treinamento, tendo atuado, por mais de 20 anos, no Brasil e no exterior, em cargos executivos de empresas nacionais e multinacionais nos segmentos de Operadores Logísticos, Transportadores, Varejo, E-Commerce, Indústria Farmacêutica, Alimentícia, Siderúrgica, Química e Agrobusiness. Msc em Administração coordena a comissão de logística do Conselho Regional de Administração – RJ, é professor, escritor, palestrante e compartilha suas ideias no blog www.hrmlogistica.wordpress.com. Contato meirim@hrmlogistica.com.br