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Portal Competência

27 de março de 2014
Administração


O socorro da Gestão Interina

Conheça as peculiaridades deste tipo de contratação temporária

O socorro da Gestao Interina

A implantação de um projeto novo, a necessidade de uma sucessão imediata e imprevista, a ausência inesperada de um gestor estratégico, o processo de criação de uma nova unidade de negócios, um momento de abertura de capital ou apenas um período de aumento de vendas. Essas situações têm algo em comum: são transitórias, mas impactantes.

Para dar suporte às empresas em ocasiões como essas, uma solução que os setores de RH têm encontrado é a admissão de um gestor interino: um executivo experiente em determinada área contratado temporariamente para administrar uma circunstância pela qual a empresa esteja passando.

Apesar de ser cada vez mais requisitado no exterior, o trabalho realizado por um gestor interino tem peculiaridades por vezes ainda não compreendidas por empresas brasileiras. Confundir a atuação deste profissional com a de um consultor externo, por exemplo, não é incomum. Quem esclarece é Cristiane Domingues Ribas, Associate da De Bernt Entschev com mais de 15 de experiência no mundo corporativo.

“O consultor externo supre a empresa de informações estratégicas para a implantação de um projeto ou definição de uma nova política, por exemplo. Ele não fica subordinado na hierarquia interna”, explica Cristiane, que complementa: “já o gestor interino, apesar de trabalhar também em projetos finitos, entra na estrutura da empresa e subordina-se aos superiores, sugerindo e operacionalizando resultados e tendo os mesmos direitos trabalhistas de profissionais celetistas”.

Por suas especificidades, é preciso que o RH também fique atento ao processo de seleção, contratação e inserção do gestor interino na estrutura da empresa. A consultora em desenvolvimento organizacional e diretora da Lee Hecht Harrison | DBM no Paraná, Carla Virmond Mello, concede algumas orientações.

Segundo Carla, para a seleção e contratação, é importante que o RH tenha claro qual será a atuação e, portanto, o perfil procurado no gestor interino, ou seja, seus comportamentos, habilidades e conhecimentos. O estilo dominante da equipe que este gestor irá gerenciar e as características dos acionistas ou de quem receberá o resultado também devem ser considerados, de acordo com a consultora. “Pois a forma de atuação influenciará no que será entregue”, destaca.

A experiência também tem valor expressivo na contratação do gestor interino. Carla recomenda que o executivo escolhido pela empresa para atuar temporariamente seja um profissional sênior que já tenha passado por situações semelhantes à que a organização contratante esteja vivenciando.



Redação, Portal Competência