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Portal Competência

13 de agosto de 2013
Eduardo Ferraz


Sociedade em família ou entre amigos pode dar certo?

Confiança, liberdade e intimidade podem ajudar na realização de projetos e na tomada de decisões?

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Se por um lado a confiança, a liberdade e a intimidade podem ajudar na realização de projetos e na tomada de decisões, por outro são estes mesmos fatores que podem colocar tudo a perder em uma sociedade entre amigos ou familiares.

Muitas pessoas sonham em abrir seu próprio negócio. O Brasil está entre os primeiros países em número de empreendedores, segundo pesquisa do SEBRAE são 27 milhões de envolvidos ou em processo de criação de um negócio próprio, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

A confiança, a liberdade de dizer o que se pensa e o conhecimento dos pontos fortes e fracos do outro, estão entre as grandes vantagens de trabalhar com quem é íntimo. Porém, é difícil as pessoas não misturarem amizade ou relacionamento afetivo com trabalho. É importante saber separar as coisas, pois a tendência é que quando aconteça uma ruptura nos negócios isso também afete seriamente a relação.

Recomendo que antes de iniciar uma parceria com o amigo, pai, filho, marido etc, é preciso fazer uma lista dos prós e contras que esse negócio acarretará. Só valerá a pena começar, se houver muito mais “prós”, pois os riscos de tumultuar a relação são consideráveis.

Se, já estão trabalhando juntos, e algo estiver causando desconforto é fundamental abrir o jogo o mais rápido possível e consertar antes que estrague de vez. Relevar o incômodo neste caso vai mais atrapalhar do que ajudar.

Outra dica importante é impor limites e horários. Não se deve falar de trabalho em determinados horários e situações combinados entre os sócios. Se os negócios estiverem indo mal ou estiverem causando conflitos sérios, é melhor cessar a relação profissional, antes que ele destrua a relação pessoal.

E no caso de não ter dado certo. O final da sociedade deve representar o final da amizade ou do relacionamento? Claro que não, sobretudo se a sociedade for desfeita antes do ponto de ruptura ou perda total de confiança.

E se as coisas estiverem sob controle, ótimo! Isso significa que os sócios estão sabendo separar bem as coisas e conseguem manter um negócio lucrativo, usando a sinergia proporcionada pela confiança e amizade.



Eduardo Ferraz

É consultor em Gestão de Pessoas há 21 anos e especialista em treinamentos usando como base a Neurociência comportamental. Acumula mais de 30 mil horas de experiência prática em empresas de vários segmentos. É pós-graduado em Direção de Empresas pelo ISAD PUC-PR e especializado em Coordenação e Dinâmica de Grupos pela SBDG. Autor do livro “Vencer é ser você”, da Editora Gente. Para mais informações, acesse: www.eduardoferraz.com.br www.facebook.com/eduardoferrazconsultor