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Portal Competência

24 de setembro de 2013
Jorge Matos


E se eu fosse uma empresa?

“Atualmente, um profissional pode atuar em dois lados do campo em uma mesma partida”

E seu eu fosse uma empresa

Atualmente, um profissional pode atuar em dois lados do campo em uma mesma partida: ora estamos no time dos clientes, ora no dos fornecedores. Como profissionais, prestamos serviço à empresa que nos contrata e, por isso, somos fornecedores. Outras horas, negociando com empresas, somos clientes. Dois lados, duas funções e uma pergunta: como eu me comportaria se eu fosse uma empresa?

As instituições que nos empregam estão sempre cobrando novas posturas, de modo que, atualmente, não basta ser “somente” profissional. É necessário ser empresário do nosso próprio serviço e, nessa lógica, vale uma tentativa de nos imaginarmos como uma própria empresa. Para ilustrar, valem algumas comparações entre nós, profissionais, e as empresas.

Assim como as empresas, os profissionais têm um faturamento, mais conhecido como salário. Para controlar e administrar seu faturamento, as instituições planejam um orçamento. E nós? Como é nosso controle de gastos, despesas e investimentos?

As empresas se deparam, em alguns momentos, com dificuldades para vender seus produtos e serviços no mercado. Da mesma forma, nós também encontramos barreiras para colocar nosso produto principal, o Talento, na praça. E, muitas vezes, não sabemos valorizá-lo como deveríamos.

Além disso, as instituições estruturam um plano de marketing. Como profissionais, de que forma estamos fazendo nosso marketing pessoal? Muito além de currículo e imagem, como está nosso relacionamento com os diversos públicos com os quais nossa empresa pessoal precisa atuar?

Estabelecendo essa relação entre “os dois lados do campo”, podemos concluir que somos muito semelhantes a uma empresa. E, daí, surge um alerta: será que não deveríamos mudar a forma como temos gerenciado a nossa empresa, a nossa EU S.A., da qual somos acionistas, presidentes e principais empregados?

Assim como as empresas, o profissional também é uma instituição e, por isso, deve gerar lucro, ter bons produtos e serviços a oferecer e estar em constante aprendizado e desenvolvimento, para, dessa forma, estar sempre adequado ao mercado.

Praticar esse “modelo empresarial” significa mudar uma série de paradigmas pessoais. E aí dois aspectos assumem grande importância: passamos a ser donos e responsáveis pela nossa motivação e pela nossa competência. Vontade própria, perseverança e dedicação precisam nos acompanhar sempre. E uma avaliação periódica de nossa atuação em campo também é essencial. Como técnicos de nós mesmos, precisamos identificar os momentos certos de fazer uma substituição ou de montar um novo esquema de jogo. Se o placar ainda não está a seu favor, há tempo de reverter o jogo. Boa sorte!



Jorge Matos

Mestre em Gestão Empresarial pelo ISCTE / FGV e formação em Administração de Empresas pela Universidade de Pernambuco - FESP-UPE. Atuou como Executivo do Grupo Accor, Grupo Industrial João Santos e IT Companhia Internacional de Tecnologia e executou diversos projetos nas áreas de Gestão Empresarial, Recursos Humanos, Planejamento Estratégico, Gestão de Mudança e Educação, Vendas e Atendimento para empresas. Atualmente, é Presidente da ETALENT, Professor da FGV e Autor do Livro Talento Para a Vida.