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Portal Competência

9 de agosto de 2013
Recursos Humanos


Seu colaborador quer mudar de carreira?

Oferecer oportunidades de transição dentro da própria empresa segura bons profissionais

Seu colaborador quer mudar de carreira

Imagine se um dos melhores executivos da sua empresa chegasse para o setor de RH com a notícia de que vai mudar de carreira e, por isso, deseja se desligar da companhia? Perder um profissional de qualidade traz um prejuízo significativo para uma organização. Para segurar um colaborador competente dentro da instituição, uma opção eficiente é oferecer oportunidades de recolocação dentro da própria empresa. Saiba como conduzir um processo como este.

Se você tem bons profissionais em atuação dentro da sua empresa, precisa saber se eles estão satisfeitos, quais são os seus sonhos e necessidades, o que os frustra e o que os motiva no trabalho. Dessa forma, é possível identificar com antecedência se um colaborador está desejoso de mudar de carreira e averiguar se há espaço para essa transição dentro da própria empresa.

A orientação dada acima é da consultora em Transition Management da De Bernt Entschev, Ordália Segalovich. A consultora sugere que o RH faça uso de ferramentas de Assessment para traçar o perfil dos colaboradores da empresa. “Por meio dessa metodologia é possível fazer o mapeamento do quadro de profissionais e, assim, direcioná-los para áreas de atuação onde eles satisfaçam – sem correr o risco de perdê-los”, explica Ordália.

Mas não basta oferecer oportunidades de mudança de carreira dentro da empresa, é preciso acompanhar esse profissional para que ele tenha um desempenho satisfatório no novo setor. Para a consultora da De Bernt, “o RH deve sugerir treinamentos a fim de que o colaborador se capacite para trabalhar nesta outra área, precisa ainda identificar os pontos fortes e fracos da pessoa e conscientizá-la sobre a responsabilidade de cuidar da sua empregabilidade”.

Outras orientações sobre como conduzir processos internos de transição de carreira são apresentadas pelo presidente da Etalent, Jorge Matos. Mestre em Gestão Empresarial, Matos lembra, por exemplo, sobre a importância de preparar um colaborador para assumir a vaga que ficará em aberto após a recolocação do profissional desejoso pela mudança de carreira.

O presidente da Etalent também aconselha que sejam recolocados internamente apenas profissionais com potencial e que buscam crescimento. “Em copo cheio não tem como você colocar mais nenhum líquido”, explica Jorge sobre dar oportunidades a colaboradores que não estão abertos a novos conhecimentos.



Redação, Portal Competência