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Portal Competência

13 de agosto de 2013
Carla Virmond Mello


Ser coachee é um ato de coragem

O Coaching como processo de aprendizagem e desenvolvimento

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Em todos esses anos de prática em desenvolvimento organizacional, considero o coaching como uma das melhores ferramentas de aprendizagem. A mais difícil, a mais eficaz.

O profissional que recebe e aceita esse tipo de suporte é merecedor dos seus benefícios até porque, a sua aceitação é uma prova de humildade e de permanente busca de desenvolvimento. Iniciar um processo de coaching é encarar pares, gestores, profissionais de Rh e subordinados apontando suas fraquezas, desalinhamentos, comportamentos indesejados e frustrações da equipe e da empresa com relação as suas atitudes e ao seu desempenho.

O propósito é grandioso e maior do que essas questões mundanas, mas todos ficam incomodados de exporem suas fragilidades, afinal o mundo corporativo é pouco receptivo às fraquezas, aos medos, às dúvidas e às incertezas.

Sem dúvida, os assuntos discutidos entre o coach e o coachee são sigilosos para os demais, mas as expectativas são alinhadas entre gestor, RH, coach e coachee, como também, são ouvidas as pessoas mais impactadas pelo profissional que será atendido. É como se fosse uma terapia sistêmica, e os mais próximos são os membros da família. O papel de cada um é definido e todos entram em cena. O coach, entre todos, faz muito pouco, pergunta, pergunta, pergunta e pergunta.

O coachee por sua vez, pode ficar em silêncio. Como é importante o silêncio, afinal o não saber já é um saber! São poucos os momentos em que isso pode acontecer no dia a dia das empresas e, é exatamente aí, no silêncio, que se estabelece a relação de confiança e de crescimento. É no silêncio que ocorre a transformação.

O coach espera que seu coachee possa por em prática o que ele aprendeu no silêncio e que ao final do processo seu cliente possa merecidamente, receber os louros do gestor, do Rh, da equipe. Tão pouco mudou e tanto mudou!

Parabéns! Você fez por merecer e os méritos são seus.
Ser coach é ficar nu quando tantos insistem em se esconder atrás do pó. Muitos conseguem.



Carla Virmond Mello

Diretora da consultoria Lee Hecht Harrison|DBM para região sul do Brasil; Consultora de Carreira e Coach Vice-Presidente da International Coach Federation – Capítulo Paraná.