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Portal Competência

12 de agosto de 2014
Recursos Humanos


O segredo do líder conquistador

Ele não intimida pelo medo, mas consegue engajamento pela proximidade

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Exercer liderança não é uma tarefa fácil. Com medo de perder o controle sobre seus subordinados, alguns líderes optam pela imposição cega de regras e afazeres, o uso de palavras ásperas e a pressão constante – o que gera um ambiente de medo nada produtivo. Saiba abaixo como fugir de uma gestão autoritária como esta e conquistar seus liderados pelo respeito.

É provável que um líder autoritário esteja, na verdade, escondendo uma necessidade constante de autoafirmação.  Assim pensa o diretor da Escola de Formação de Líderes e coordenador do Curso de Administração da UnifenasBH, Ronaldo Ribeiro Leite.

Segundo Ronaldo, é comum que gestores com este perfil apresentem complexos de inferioridade escondidos no poder que lhes foi conferido. “Quase todas as intervenções destas pessoas não costumam levar em consideração o conhecimento e a capacidade de seus comandados. Desta forma, é gerado um ambiente de pavor e de insegurança na organização”, destaca.

Participar diretamente dos processos, ouvir a equipe e entender sua maneira de pensar, reconhecer os sucessos e auxiliar nos erros são atitudes mais eficazes do que o autoritarismo, de acordo com o diretor da Escola de Líderes.  “O líder deve, sim, delegar tarefas e direcionar posturas, mas precisa fazer isto em paralelo com uma liberdade de ação e com demonstrações de conhecimento e da capacidade de aprendizado da equipe”.

O administrador e sociólogo Ernesto Berg é especialista no tema e também opina sobre o assunto. Ele defende líderes que exerçam uma gestão participativa. Para Berg, quando um colaborador não participa das decisões da equipe, ele se desmotiva facilmente e gera poucos resultados.

”Na gerência participativa, a liderança é transparente, os objetivos são definidos em grupo e há um compartilhamento constante de informações entre os membros – o que incentiva a criatividade coletiva e desenvolve um sentimento positivo de pertencimento. Se há um modelo de liderança a ser buscado nestes últimos anos, este é o ideal”, diz o administrador.

Case de sucesso

Dâmaris Castelo de Luca sabe bem o poder que uma gestão participativa tem sobre o exercício da liderança. Há um ano foi promovida à Diretora de Novos Negócios na empresa LC Restaurantes. Formada em Nutrição, Dâmaris teve que comandar uma equipe eclética de 11 pessoas, entre comunicadores, profissionais do marketing, administradores, entre outros colaboradores.

“Não tive receio de demonstrar humildade e reconhecer diante deles que, apesar do know how de 17 anos de empresa, aquelas eram áreas novas para mim. Procurei, ao contrário, me aproximar de cada um, ouvir a visão que tinham sobre o negócio, dar atenção, aprender com eles, ajudar, valorizar e motivar. Com isto conquistei o respeito da equipe”, enfatiza a diretora.

A proximidade com a equipe ainda é uma constância na liderança de Dâmaris. “Faço questão de estar presente no escritório, de delegar projetos pessoalmente, de – por vezes – acompanhá-los na hora do almoço e, de vez em quando, promover confraternizações”, explica a profissional.



Redação, Portal Competência