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Portal Competência

22 de maio de 2014
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E se eu treinar meus funcionários e eles forem embora?

Como investir em educação corporativa de forma a minimizar este risco

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Mesmo diante do investimento crescente das empresas brasileiras em estratégias de educação corporativa (estimativa de crescimento médio de 9% para 2014 – ABTD), ainda existem gestores temerosos em oferecer capacitação aos seus profissionais. Entre os medos que sondam as empresas, está o receio de treinar colaboradores e, em seguida, perdê-los para outras organizações, ou seja: formar especialistas para a concorrência. Consultores em educação corporativa garantem, porém, que tal argumento não se justifica e que existem medidas capazes de inverter este panorama e fazer com que a aprendizagem empresarial contribua com a retenção de talentos.

“Os prejuízos de manter equipes não capacitadas dentro da empresa são infinitamente maiores do que os riscos que se corre ao oferecer treinamento”. Isso garante a especialista em Gestão de Pessoas Mônica Costa, que já atuou por mais de dez anos como gestora de RH em empresas de grande porte e hoje presta consultoria terceirizada na área.

Segundo Mônica, se a organização não investe em aprendizagem empresarial, pode não perder um colaborador para a concorrência, mas perde o poder de competitividade. “Lidamos com um grande paradoxo neste contexto porque, na verdade, não existe outro caminho para o desenvolvimento de competências a não ser a educação continuada. A solução para a perda de talentos, então, não está na barreira ao investimento em educação, mas em politicas de retenção eficazes”, destaca a consultora, que também é diretora da Mônica Consultoria.

E para desenvolver planos de retenção potentes, não basta investir em uma remuneração acima da média, de acordo com a coordenadora da área de Experiência à Ação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-PR), Andréa Gauté. Ela afirma: “os profissionais de hoje querem mais que altos salários, desejam se sentir parte da empresa, ser desafiados e gozar de qualidade de vida e os programas de educação corporativa ajudam a suprir essa demanda”.

Se oferecer oportunidades de capacitação e desenvolvimento na verdade auxiliam na retenção de talentos, então, por que algumas empresas ainda perdem profissionais treinados para outras organizações e, diante disso, temem investir mais em educação corporativa? Quem auxilia no esclarecimento deste contexto é o co-autor do livro “Educador Corporativo: o facilitador do conhecimento organizacional”, Evaldo Bazeggio.

Evaldo é master coach e consultor de organizações públicas e privadas, além de atuar como professor em escolas de negócios na área de desenvolvimento de competências gerenciais. Segundo Bazeggio, é preciso que as ações de educação corporativa estejam intimamente atreladas à estratégia global da organização e ofereçam real perspectiva de crescimento dentro da empresa para que funcionem como ferramenta de retenção.

“Os treinamentos e cursos aplicados não podem ser escolhidos com base em temas que estão na moda, precisam ter como foco o desenvolvimento de competências que ajudarão a empresa a atingir seus objetivos. Além do que, é necessário que estejam atrelados a um plano de carreira que motive o colaborador a ser capacitado com o desejo de crescer dentro daquela organização”, ressalta o consultor.

Um clima organizacional saudável, perspectivas de crescimento no mercado e uma remuneração compatível com a média da categoria também potencializam as ações de capacitação como ferramenta de retenção, declara Evaldo. “Estratégias de educação corporativa não conseguirão reter talentos se não forem observados esses pontos. Mas se elas atenderem a estas questões, por certo elevarão o poder de empregabilidade da organização”, orienta Bazeggio.



Redação, Portal Competência