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Portal Competência

13 de agosto de 2013
Recursos Humanos


As saias justas do RH

Como lidar com situações delicadas que surgem no ambiente corporativo

As saias justas do RH

Uma colaboradora vestida de maneira indiscreta. Um profissional que usa jargões ou palavrões na presença dos clientes. Um trabalhador que não possui hábitos de higiene. Um flerte inconveniente ou mesmo uma briga entre colegas de trabalho. São diversas as situações delicadas que ocorrem no ambiente organizacional e que têm suas soluções lançadas nas mãos do responsável pelos recursos humanos da empresa. Como resolver casos como esses com bom senso e o mínimo de prejuízo é a orientação que especialistas em comportamento organizacional dão abaixo.

Prevenir é o melhor caminho segundo Silvana Lages, consultora em etiqueta empresarial há mais de 11 anos. Para evitar problemas delicados como os citados acima, a principal orientação de Lages concentra-se na elaboração e difusão adequada de um Manual de Conduta Empresarial. “Toda a organização deve ter registrado quais são os comportamentos inadmissíveis para a empresa dentro do ambiente de trabalho”, ressalta a consultora.

Silvana vai além ao declarar que não basta ter um documento de conduta, é preciso propagar o seu conteúdo dentro da empresa de maneira eficaz. “Assim que um novo colaborador chega, esse manual deve ser compartilhado e abordado. É aconselhável que o RH passe todo um dia, se for o caso, interando esse profissional sobre as normas da organização. Regras precisam estar claras para evitar os inconvenientes pela raiz e dar à empresa argumentos para admoestações”, aconselha.

Se evitar não for possível e a situação delicada já estiver na remediação, uma conversa franca com os colaboradores envolvidos se torna indispensável. Quem orienta é a especialista em marketing pessoal e comportamento profissional Maria Aparecida Araújo. Para ela, é fundamental que essa conversa seja particular, respeitosa e objetiva. A consultora destaca: “devem ser apresentados argumentos verdadeiros e convincentes e deixar claro ao colaborador que, com sua atitude, ele está arriscando seu prestígio, credibilidade e até uma possível promoção ou aumento de salário”.

Palestrante da empresa Etiqueta Empresarial, Maria Aparecida Araújo alerta aos profissionais de RH que determinadas advertências sejam feitas também por escrito, com a assinatura dos envolvidos. “Se o colaborador não aquiescer às considerações e não obedecer ao código de conduta, pode ser enquadrado nos casos de dispensa por justa causa. Nessas situações, ter advertência por escrito é importante”, enfatiza Maria.



Redação, Portal Competência