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Portal Competência

16 de julho de 2014
Recursos Humanos


O RH e a necessidade de gerir mudanças

Não há como mudar contextos organizacionais sem engajamento humano

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Segundo projeção da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional), os próximos anos exigirão do profissional de RH conhecimentos profundos em Gestão de Mudanças. Quem alerta é o Diretor de Educação da entidade, Luiz Edmundo Rosa.

Mestre em Psicologia Social com especialização em Administração e Liderança Responsável, Luiz Rosa coloca a necessidade de gerir mudanças organizacionais como consequência do rápido avanço das novas tecnologias e das instabilidades econômicas e políticas próprias da contemporaneidade.

“Com certeza é uma das competências prioritárias para o RH daqui para frente”, destaca o diretor, que ainda enfatiza: “a quantidade e a rapidez das transformações aumentam a cada ano. Diante disto, o gestor de recursos humanos precisará desenvolver em sua empresa uma cultura da mudança que faça com que as pessoas não se mostrem resistentes a este panorama”.

Em concordância com o pensamento do diretor da ABRH, a coach e psicóloga Caroline Pfeiffer, especialista no tema, reforça que toda mudança organizacional envolve aspectos humanos e cabe ao profissional de RH gerenciar da melhor forma estes aspectos em específico.

“A mudança pode ser física, de processo ou pessoas. Em todos estes casos vai gerar expectativas, insegurança e especulações sobre eventuais perdas e ganhos. A realização de uma mudança cria um fluxo de decisões e informações – ondas da mudança – do qual nem todas as pessoas participam ao mesmo tempo”, explica Caroline, que também é Diretora de Gestão de Mudanças da LHH | DBM.

A comunicação e a promoção de engajamento é uma das tarefas mais desafiadoras do RH nestes contextos, orienta Caroline: “é importante considerar que a medida em que diversos níveis da organização forem envolvidos ou comunicados de alguma mudança, os comunicadores já façam suas próprias análises sobre ganhos e perdas e, portanto, já estejam engajados. Já aqueles para quem a mudança é ‘novidade’ estarão em  outro ‘estado de espírito’ e de engajamento em relação ao tema”.

Também cabe ao gestor de pessoas, além de informar e orientar os líderes da empresa sobre as diversas etapas da mudança e o que é esperado deles em cada uma destas fases, ouvir suas expectativas e responder às suas ansiedades.

“Gerenciar o aspecto humano das mudanças é uma competência organizacional e individual muitas vezes negligenciada e que deve ser desenvolvida naqueles que diariamente precisam implementar grandes ou pequenas mudanças”, aconselha a diretora da LHH | DBM.

Abaixo, o gráfico da LHH apresenta alguns estágios da mudança organizacional e a reação dos líderes em cada etapa.

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Redação, Portal Competência