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Portal Competência

17 de outubro de 2014
Sandro Gomes


Relatórios gerenciais: mas o que eu quero saber?

Ter claro o uso que se dará à informação é fundamental

Relatórios gerenciais: mas o que eu quero saber

Hoje convivemos com uma realidade, onde o excesso de informações é mais comum do que a sua escassez. Isso está presente na vida cotidiana, e também é uma realidade dentro das empresas. O acesso a tecnologias, mesmo as mais simples como planilhas eletrônicas, também está muito difundido. Por que, então, ainda encontramos executivos com dificuldades em obter informações que os apoiem em suas decisões? Talvez a resposta passe pela necessidade de se estabelecer claramente o uso dessas informações, e construir os relatórios gerenciais de trás para frente, a partir de sua finalidade. Dessa forma, é possível estabelecer o conteúdo, formato e periodicidade mais adequados, e construir um passo-a-passo para a confecção de relatórios.

Tomo decisões, portanto existo.

Tomar decisões de negócio é inerente às lideranças dentro de uma organização, sendo praticamente uma questão existencial para aqueles que ocupam essas posições. Esses executivos querem decisões assertivas, e com menor risco. Por isso necessitam, além de sua própria experiência e conhecimento do negócio, de um suporte de informações confiáveis e no prazo adequado. Para isso, é preciso que eles e suas equipes saibam elencar em conjunto as decisões de negócio que são tomadas, sua periodicidade e natureza, diferenciando as operacionais, daquelas sobre o direcionamento dos negócios. A partir disso, pergunta-se: “- Se essas são as decisões, quais informações necessito para torná-las mais assertivas? Qual conteúdo, formato e periodicidade?”. Geralmente faz-se primeiro essa pergunta, sem fazer o exercício prévio de elencar as decisões, e é nesse início precipitado onde reside o desencontro.

Um passo-a-passo rumo à ação.

Resta estabelecer uma rotina para a confecção dos relatórios gerenciais. Isso se inicia pela identificação das fontes de informações a serem utilizadas, e como elas se apresentam em conteúdo, formato e ritmo de atualização. Com as tecnologias modernas, como as soluções de Business Intelligence e Big Data, está mais fácil ter atualização em tempo real e lidar com diferentes formatos e conteúdos, e com uma grande massa de dados. Descrever o caminho entre a coleta, tratamento -   aqueles ajustes de critérios e regras sobre a informação – sua análise e disponibilização, é fundamental para que o relatório chegue no prazo e adequado ao uso. Segundo Mauricio Nunes, Diretor Comercial da Dtcom, empresa curitibana que fornece soluções em Comunicação e Educação Corporativa para todo país, seus relatórios gerenciais tornaram-se mais adequados ao uso, a medida que ele próprio os consumiu e discutiu com sua equipe sobre as necessidades de ajustes. Vale chamar a atenção, que esses relatórios gerenciais cumprem seu papel somente quando uma decisão é tomada sob sua influência, e ações práticas são disparadas rumo a melhor excelência operacional, melhor desempenho de vendas ou posicionamento estratégico.



Sandro Gomes

Executivo e consultor com 19 anos de experiência em gestão de negócios e marketing, em empresas nacionais e multinacionais líderes em diferentes segmentos de mercado, como PURAC Corbion (indústria holandesa de biotecnologia), TIM Brasil Holding (empresa italiana de telecomunicações), e GRPCOM – Grupo Paranaense de Comunicação (empresa brasileira de comunicação e mídia afiliada à Rede Globo) Ferrero do Brasil (empresa italiana de bens de consumo marcas Kinder, Nutella, Tic-tac e Ferrero). Graduado em Engenharia Química (UFRJ) com Extensão em Marketing e MBA em Gestão Empresarial (ambos pela FGV). Inglês e espanhol fluentes. Atualmente é sócio-diretor da CrossVision Gestão de Negócios & Marketing, professor da disciplina de Sistemas de Inteligência de Mercado na pós-graduação da Universidade Positivo e ESIC Business & Marketing School, e colunista semanal de “Negócios & Marketing” no jornal Gazeta do Povo (Curitiba/PR). Como consultor prestou serviço a empresas como Fundação Dom Cabral (Unid. PR), Gráfica e Editora Posigraf, GAIN (Genebra/Suíça), IESE (Pamplona/Espanha Unid. IICS/São Paulo), Rede Globo (Unid. RPC TV/PR), PATH (Seattle/EUA), Leica Geosystems (Unid. Sul), Colégio Positivo, Buscapé (Unid. Navegg/PR), Gazeta do Povo entre outras.