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Portal Competência

10 de janeiro de 2014
Laisa Prust


Redes sociais no trabalho, permitir ou restringir?

Seriam as redes sociais influenciadoras de uma postura desengajada?

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Essa questão já há algum tempo é frequente nas rodas de profissionais de gestão de pessoas. Normalmente ela vem acompanhado da queixa dos gestores sobre as entregas de qualidade abaixo das expectativas, atrasos nos prazos, falta de comprometimento e postura inadequada dos jovens profissionais. Afinal, seriam as redes sociais influenciadoras de uma postura desengajada?

Quando se responsabiliza uma geração ou meios de comunicação como as redes sociais, pela falta de motivação e comprometimento no ambiente de trabalho,  desloca-se o problema para algo além do nosso controle, afinal, a onda da hiperconectividade é global e as características da uma geração obedecem a influencia de múltiplos fatores.No fundo, o problema pode residir no fato de não estarmos gerando o ambiente de trabalho adequado para o jovens profissionais, de modo que as redes sociais dão vazão à falta de propósito que as pessoas veem no trabalho ou mesmo ao tédio de uma atividade sem desafios.

No passado, quando o colaborador queria estabelecer algum tipo de boicote ou simplesmente estava desmotivado, cansado ou entediado, fazia coisas alheias às tarefas profissionais, tomava intermináveis cafés, conversava com os colegas, dava um jeito de sair mais cedo, de modo que só mudam os meios, pois, os fins são os mesmos. Se pensarmos nas mídias sociais como um fator que afasta as pessoas da causa da organização, não estamos enxergando  a questão com olhar sistêmico.

As redes sociais podem mostrar às organizações como pensa e o que valoriza a sua população, assim como pode aproximar colaboradores e empresa através de um plano de comunicação adequado. Também pode ser um dos veículos de consolidação da cultura organizacional e desenvolvimento do orgulho sobre o que a empresa realiza e conquista.

Restringir o uso das mídias sociais não é mais possível, pois, as pessoas as acessam através de seus smartphones e tablets. Só resta à empresa tê-las como aliadas. Além disso, é necessária  uma mudança no foco de análise: ao invés de tomarmos como um problema a diminuição da produtividade e do engajamento, melhor seria fomentar discussões internas sobre como tornar o trabalho mais motivador e dotado de significado.



Laisa Prust

É psicóloga e mestre em Psicologia pela UFPR, com especialização em Treinamento e Desenvolvimento de Recursos Humanos e Gestão Estratégica de Pessoas pela FAE. Atua na área de RH há mais de 15 anos. Em seu currículo consta também experiência como professora em instituições de ensino superior. Atual membro da diretoria de Projetos e Pesquisas da ABRH-PR. Interessa-se por comunicação assertiva e cultura organizacional.