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Portal Competência

9 de agosto de 2013
Recursos Humanos


Reality show na empresa?

Monitoramento por câmeras deve ter estratégia e não pode interferir na privacidade

Reality show na empresa

Alguns alegam que a ação visa zelar pela segurança da organização. Há os que usam a ferramenta para constranger os colaboradores a trabalharem com maior rendimento. Seja qual for o propósito, não basta instalar câmeras dentro da empresa para alcançar certos objetivos, é preciso ter estratégia e cuidar para que a medida não fira os direitos constitucionais do empregado.

É a advogada trabalhista do escritório Augusto Prolik Advogados Associados quem esclarece. Anna Paula Araújo Leal Cia explica que não há uma legislação específica sobre o tema, mas que o monitoramento empresarial deve cuidar para não invadir a privacidade e a liberdade dos colaboradores – direitos garantidos pela Constituição (artigo 5º, inciso X).

Para não ferir as garantias citadas acima, Anna Paula orienta: “a empresa não deve instalar câmeras em vestiários, refeitórios e banheiros. Para monitorar os demais locais, também é preciso informar a todos os colaboradores que estarão sendo filmados, quem sabe até solicitando a assinatura deles como prova de que estão cientes da ação”.

Em busca de produtividade

Se a instalação de câmeras tem o objetivo de melhorar a produtividade dos colaboradores, os cuidados devem ser redobrados. De acordo com a analista de RH Lidiane Custódio, é melhor destacar aos profissionais que o monitoramento visa reconhecer o desempenho dos mais dedicados do que punir os maus exemplos.

Lidiane é consultora da Cia do RH e, segundo ela, já acompanhou casos de empresas que conseguiram se beneficiar do monitoramento com estratégias eficazes. “Não adianta apenas instalar as câmeras, é necessário ter um profissional dedicado a monitorar de verdade e, por meio disso, avaliar com bom senso o que precisa melhorar na gestão de pessoas”, aconselha.



Redação, Portal Competência