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Portal Competência

13 de agosto de 2013
Eduardo Shinyashiki


O que a realidade nos ensina sobre os “quases” da vida

Já ouviu falar sobre não deixar para amanhã o que podemos fazer hoje?

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Já ouviu falar sobre não deixar para amanhã o que podemos fazer hoje? Talvez sua resposta seja sim, mas também talvez responda que nunca imaginou que certas coisas desagradáveis possam acontecer com você, com alguém de sua família ou de seu círculo de amigos.

Esse é um pensamento universal que nos protege dos acontecimentos frágeis da vida. Certamente, essa forma de pensar rodeou as mentes dos familiares que se despediram de seus filhos, maridos e esposas antes de eles saírem de casa e irem, simplesmente, por diversão ou profissão, a uma casa noturna, numa cidade nem muito perigosa, seguindo uma rotina simples e comum.

A tragédia que aconteceu em Santa Maria, que abalou o mundo, nos faz refletir a respeito da importância do agora e ter a consciência de que, de alguma maneira, o amanhã pode não existir ou não vir. Mais ainda: pensar sobre como a vida é frágil.

Ficamos em choque pelo acontecimento em si, por comoção, empatia, tristeza, mas também porque refletimos sobre como devemos estar conectados ao presente e não deixar que a vida cotidiana, frenética e rumorosa, nos atropele, impedindo de fazer coisas para aqueles que amamos. Ficamos mexidos, inclusive, pelo medo de perder.

Aliás, quantas mães gostariam de poder ter falado um “eu te amo” mais olho no olho ou dado um abraço mais forte? Quantos amigos deixaram de perdoar alguém que sempre foi muito especial? Sempre existe alguma questão pendente, que vamos adiando, adiando, e esquecemos, ao mesmo tempo, que a vida é hoje. Ela está no presente, não no passado e muito menos no futuro. Assim, quando adiamos decisões importantes, quando deixamos para trás o que se deve fazer no momento, podemos perder a chance de nos mostrar humanos, de amadurecer, selar a paz e viver mais felizes. Afinal, não é isso que importa?

Sempre procuro a questão dos “quases” que atrapalham nosso dia a dia. O que significa isso? Que não devemos viver à beira das nossas realizações. Ser feliz, fazer hoje, não viver no piloto automático, são atitudes que apenas nós podemos tomar, e mais ninguém, para colher frutos que nos deixam em paz e que trazem satisfação.

Portanto, pode parecer um discurso antigo, mas ame as pessoas ao seu redor que realmente são importantes para você e admire o sentido que ela causa na sua vida. Saia definitivamente da situação do “quase”. Vença essa etapa da vida e não deixe que mágoas o controlem, não permita que o orgulho vença. Abra-se para que 2013 ganhe um sentido ainda mais positivo, mesmo que a vida, de vez em quando, nos surpreenda com seus diferentes acontecimentos que não voltam atrás.



Eduardo Shinyashiki

É palestrante, consultor organizacional, escritor e especialista em desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipes. Presidente da Sociedade Cre Ser Treinamentos, colabora periodicamente com artigos para revistas e jornais. Autor dos livros: Viva como Você Quer Viver, A Vida é Um Milagre e Transforme seus Sonhos em Vida - Editora Gente. Para mais informações, acesse www.edushin.com.br.