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Portal Competência

7 de agosto de 2014
Comunicação Corporativa


Quando pai e filho trabalham juntos

Orientações para manter uma relação saudável tanto no contexto familiar quanto profissional

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Não é raro encontrar pais e filhos que trabalham juntos no Brasil. Segundo dados do Sebrae, mais de 80% das empresas brasileiras são administradas em família, sem contar as organizações que permitem contratações de familiares. Tal proximidade, porém, pode gerar conflitos na vida pessoal e profissional caso os envolvidos não saibam administrar a relação da melhor forma.

Para Domingos Ricca, sócio fundador da Ricca & Associados – especializada em consultoria de Empresas Familiares – pessoas que passam a trabalhar na mesma empresa onde já atuam parentes precisam ter como foco a profissionalização para a saúde do negócio e dos familiares.

O administrador Renan Cunha Agulham sabe bem disto. Ele trabalha com o pai no Centro de Estética Oral Paraná (CEOPAR), empresa que oferece diversas especialidades na área odontológica e ortodôntica.  Renan é diretor administrativo do CEOPAR, enquanto seu pai, Rogério Agulham, é chefe do corpo clínico da empresa.

“O profissionalismo é o ponto chave”, destaca o gestor, “não é porque a empresa é do meu pai que eu não vou me esforçar para executar meu trabalho com excelência e respeitar a relação profissional ali estabelecida. Por vezes é inevitável que falemos de trabalho em uma refeição em família, por exemplo. Mas se há esta dedicação e este respeito citados, há confiança e se há confiança, os conflitos diminuem”.

O Gerente de Gestão de Pessoas da Ibema Papelcartão, Darlon Roger Behrend, também defende a postura profissional como o principal segredo para uma relação saudável entre pais e filhos que trabalham juntos. Sua empresa não coíbe a empregabilidade de parentes, mas mantêm algumas normas de procedimentos nestes casos.

“Além de mantermos um Código de Conduta Profissional com orientações para esses colaboradores, é comum brincarmos com uma frase que revela a nossa filosofia nestes contextos. Costumamos dizer que do portão para fora cada um tem a liberdade de fazer o que bem entender de sua vida, mas do portão para dentro, precisamos ser responsáveis e profissionais”, acentua Darlon

De acordo com o sócio da Ricca & Associados, o Código de Conduta é um recurso realmente essencial tanto para empresas familiares, quanto para aquelas que admitem parentes em seu quadro de funcionários. “É importante haver regras básicas para a inserção de familiares na empresa e estas precisam ser estabelecidas formalmente”, aconselha Domingos.

Tomando os cuidados acima, o diretor administrativo do CEOPAR acredita ser possível extrair vantagens da relação entre pai e filho no ambiente de trabalho. “Eu percebo que as decisões se tornam mais fáceis por conta da nossa proximidade. As burocracias diminuem, agilizando processos administrativos importantes”, declara Renan.



Redação, Portal Competência