Esqueceu sua senha?

Portal Competência

9 de agosto de 2013
Recursos Humanos


Quando contratar um recém-formado?

Admissão de um profissional júnior tem as suas vantagens

Quando contratar um recem-formado

É verdade que um dos principais requisitos que o recrutador avalia no currículo de um candidato é a sua experiência. A falta de vivência no mercado tem o poder de desqualificar um profissional para uma vaga de emprego. Nem sempre, porém, esse tempo de atuação na área deve ser tido como fundamental para uma contratação. Os recém-formados, por exemplo, não apresentam muitos empregadores em seus currículos, mas oferecem outras vantagens para as organizações.

Muito do que se utiliza no mercado de trabalho não se aprende na academia. Esse conceito tem a sua verdade, mas não diz tudo sobre o conteúdo ensinado nas universidades. Segundo a coach e consultora de RH, Cintia Bortotto, o recém-graduado traz consigo o diferencial do conhecimento fresco e do aprendizado de ferramentas inovadoras na sua área.

Para Cintia, se a empresa tem tempo e condições de formar um jovem na cultura da empresa, vale a pena o investimento. “O profissional júnior traz menos custos do que o sênior pelo salário menor. Além do que, ele tem garra e pode trazer um novo olhar sobre questões já cristalizadas dentro da cultura da organização. Para tanto, porém, o jovem também precisa ter humildade para aprender com os mais experientes”, sugere Cintia.

Critérios de seleção

Se não há experiência para ser avaliada, que critérios devem ser usados para a contratação de um recém-formado? Para a consultora empresarial e especialista em desenvolvimento de talentos, Rubyana Rodrigues, as características comportamentais são de extrema importância: “pode-se consultar professores para avaliar se o jovem se relaciona bem com as pessoas, se é dedicado e flexível”.

Os estágios na área de atuação da empresa também precisam ser valorizados. Caso não haja essa experiência, Rubyana orienta a empresa a considerar atuações comunitárias. “Se ele foi capitão do time de futebol, líder de turma na universidade, prestou serviços para uma associação de bairro ou ONG, tudo isso pode ter trazido para ele alguma vivência importante”, explica a consultora.



Redação, Portal Competência