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Portal Competência

16 de julho de 2014
Rogério Saraiva


Quando o comum se torna normal

Por Rogério Saraiva

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Todos nós, em algum momento, já proferimos a frase “isso ou aquilo é tão comum!!!”. O que passa despercebido nessa frase é o fato de sempre a usarmos para justificar uma situação que envolve uma atitude fora da normalidade, levando-nos a aceitá-la.

O interessante nisso é que nunca notamos o contexto da situação a ponto de perceber nosso posicionamento. Para entender melhor, vamos exemplificar de maneira simples e objetiva: todos sabem que jogar lixo fora da lixeira é errado. Mas, então, por qual motivo aceitamos esta atitude? É por que a entendemos como um ato comum? Não seria mais correto dizermos: “Jogar lixo fora do local adequado (qualquer que for a situação) é errado!”, e não normatizar essa ação?

Podemos identificar atitude semelhante no cotidiano corporativo. Sabemos que a internet corporativa deve restringir-se ao uso profissional, mas é comum também o uso para fins pessoais, como acessar o provedor do e-mail particular, navegar nas redes sociais, pesquisar em sites de compras, por exemplo. Quando o funcionário é questionado sobre sua atitude em relação à internet para tais fins, responde: “É comum, normal, todo mundo usa!”. Nessa resposta, fica claro como o meio influenciou o comportamento individual de maneira a naturalizá-lo, mesmo sabendo do erro. De alguma maneira, transformar o comum em normal mais parece uma absolvição ou isenção da responsabilidade. Como se, ao fazermos isso, podermos continuar com a consciência tranquila ou, em alguns casos, transferir a responsabilidade a outro.

Ao passo que transformamos o comum em normal, deixamos de assumir a responsabilidade de nossos atos, seja por qual motivo for. O fato é: não conseguimos analisar nossa atitude e a tornamos um hábito.

O “comum” é uma armadilha, pois pode gerar conflitos e desavenças nas relações. Assim, é importante nos posicionarmos para gerar uma coletividade sadia, tendo a normalidade como balizador das relações. Diferente disso, acabaremos gerando um alto investimento de energia (tempo) na busca do equilíbrio.



Rogério Saraiva

Rogério Saraiva é gestor de Relacionamento e Call Center há 15 anos. Pós Graduado em Gestão estratégica de Pessoas e com graduação em Marketing se tornou especialista em processos de relacionamento e comportamento de consumo. Atualmente desenvolve atividade estratégica de relacionamento com clientes corporativos e desenvolvimento de equipes auto gerenciáveis.