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Portal Competência

11 de junho de 2014
Recursos Humanos


Quando o amor surge na empresa

Obtenha quatro orientações preciosas para administrar namoros no ambiente de trabalho

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Sentimentos amorosos pegam as pessoas de surpresa, não é mesmo? Eles não têm hora nem local para começar. Porém, quando surge um namoro no ambiente de trabalho, é preciso administrar a situação com muito bom senso e cautela. Caso contrário, o desempenho profissional dos envolvidos, o clima organizacional e até a relação podem ser prejudicados.

Abaixo, duas especialistas contam suas experiências relacionadas ao tema e dão quatro dicas preciosas aos profissionais de RH. São elas: a consultora em Etiqueta Corporativa e Mestre em Comunicação Organizacional, Margareth Bianchini; e a coach e consultora em Talentos Humanos e Gestão Organizacional, Reny Okuhara. Confira:

1)    Investir em um Código de Ética

De acordo com Margareth Bianchini, é muito comum que os colaboradores, que convivem várias horas por dia, estejam sujeitos a envolvimentos sentimentais. Desta forma, os Códigos de Ética devem salientar o posicionamento da empresa sobre estas relações e o que se espera dos profissionais nestes casos.

Reny Okuhara lembra do Código de Ética de uma das empresas na qual trabalhou: “de forma clara, salientava que não seriam admitidos namoros entre profissionais atuantes em áreas afins ou de setores diferentes com interferências no trabalho. Já conscientes disto, os colaboradores eram muito discretos e quando um relacionamento de áreas correlatas ficava mais sério, uma das pessoas acabava pedindo a conta para preservar a relação e o emprego”.

2)    Não dispensar ações de integração

Caso a empresa seja de menor porte e ainda não tenha um Código de Ética formal que o colaborador possa assinar, o profissional de RH não pode descuidar de ações de integração.

De acordo com a coach Reny Okuhara, “assim que o profissional é admitido na empresa, é fundamental investir ao menos algumas horas com ele para, entre outras coisas, alertá-lo sobre o posicionamento da organização a respeito de possíveis relacionamentos”. 

3)    Orientar os gestores

Os gestores de área devem ser parceiros na administração de situações de namoro na empresa. Eles conhecem seus profissionais e conseguem identificar com mais facilidade quando um relacionamento amoroso se desenvolve.

Segundo a consultora Margareth Bianchini, cabe ao RH investir nesta parceria e orientar os gestores a conversarem com seus liderados caso sejam identificados casos como estes. “Os gestores podem, inclusive, relocar algum destes profissionais para outras funções para diminuir a proximidade, evitando situações de ciúmes e pressões – tão comuns nestes contextos”, aconselha.

4)    Promover uma conversa franca

Assim que um relacionamento se inicia, uma conversa franca com os envolvidos se torna indispensável, de acordo com Reny: “os gestores ou o RH podem, em separado, chamar estes profissionais e aconselhá-los sobre medidas que preservarão a relação e o trabalho”.

A especialista em Etiqueta Organizacional, Margareth Bianchini, dá algumas destas dicas: “não convém que estes profissionais almocem juntos na empresa com frequência, por exemplo. Eles não podem se isolar ou evitar networks produtivos com outros colegas. Também não é de bom censo que troquem mensagens ou telefonemas durante o expediente. Devem saber separar namoro de trabalho”.



Redação, Portal Competência