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Portal Competência

6 de janeiro de 2015
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Qual é o limite entre a estratégia e a ética?

O limite entre o que é estratégico para o seu negócio e ofensivo para o seu adversário pode ser decisivo para o sucesso de uma campanha

Qual é o limite entre a estratégia e a ética?

Ao elaborar uma campanha de marketing é claro que a empresa quer chamar a atenção do seu público-alvo de forma positiva, se mostrando como a melhor do setor. E se a campanha ainda der uma “cutucada de leve” nos seus concorrentes fica ainda melhor, assim o público vai gostar ainda mais das ações e espalhar o nome da marca pela mais eficiente forma de divulgação: o boca-a-boca.

Recentemente, vimos o caso de conflito entre as empresas aéreas Tam e Gol. Em tempos de Copa do Mundo o que não faltam são empresas utilizando o evento para se promover por meio da publicidade. A Tam aproveitou o momento para fazer um comercial com jogadores já confirmados para a seleção brasileira. Só que a patrocinadora oficial da seleção brasileira é a Gol, e não a Tam.

O detalhe é que a Tam não é mais a patrocinadora oficial da seleção desde 2012. A CBF não gostou nada disso, assim como a Gol que já acionou o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) para que o vídeo tenha sua veiculação proibida o quanto antes.

Outro caso entre empresas concorrentes aconteceu em 2011 após a morte de Steve Jobs. A Samsung viu a morte de Jobs como uma oportunidade para se posicionar no mercado quebrando o mito de perfeição da Apple.

Documentos que provam uma troca de e-mails comprometedora do vice-presidente da empresa sul-coreana que viu a morte de Jobs como uma oportunidade de mercado foram divulgados recentemente em um tribunal no qual tramita há anos um processo de patente entre as duas gigantes do setor, aumentando ainda mais a rivalidade entre elas.

E não é que a estratégia da Samsung deu certo. Os documentos mostram que três meses depois dessa troca de e-mails aconteceu o lançamento do primeiro Galaxy, desde então a empresa sul-coreana não parou de crescer e se tornou a maior fabricante de smartphones do mundo, deixando o iPhone para trás após a morte de seu criador.



Redação, Portal Competência