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Portal Competência

18 de dezembro de 2014
Recursos Humanos


Precisa acionar o colaborador durante as férias?

Avalie se vale a pena contatar um profissional que está em período de descanso

Precisa acionar o colaborador durante as férias

Nesta época do ano, é comum acontecer isto. O colaborador sai de férias, mas surge uma demanda na empresa que só ele consegue atender. E então? Deve-se entrar em contato com o trabalhador interrompendo o seu período de descanso? E se for indispensável o contato, como abordar a pessoa?

Dependendo do trabalhador, nem sempre a empresa precisa fazer o contato durante as férias. Pesquisa divulgada em novembro pela agência de viagens online Expedia revelou que parcela expressiva dos profissionais que estão em recesso mal conseguem se desligar do trabalho. Entre os 7,8 mil consultados de 24 países diferentes, 14% disseram entrar no e-mail de trabalho uma vez por dia nas férias, 11% disseram se conectar com as coisas da empresa várias vezes por semana e apenas 34% disseram nunca entrar em contato.


Saiba mais em: Contra a depressão pós férias


Esta relação profissional-empresa em tempo de férias, porém, não parece ser produtiva. Quem afirma é a Diretora de Negócios da consultoria LHH | DBM, Irene Azevedo. “Contatos neste período estressam o colaborador e, ao retornar à empresa, esse estresse impacta na produtividade da pessoa. Já a organização tem a percepção da sua marca danificada, pois os profissionais comentam sobre isso entre si e com os outros”, explica Irene, que também é coach de carreira.

O ideal, segundo a Diretora da LHH, é que a empresa zele por um bom planejamento de férias que contemple substituições e possíveis emergências. “Resumidamente, o que a organização tem que ter são bons líderes que sejam capazes de gerir a empresa de uma forma sustentável, assegurando a todos o direito de gozar das férias”, orienta.


Saiba mais em:  Vale a pena fracionar as férias dos colaboradores?


Se, porém, acionar o profissional em período de recesso for indispensável, o contato deve ser feito da forma mais ética possível. Isso aconselha a especialista em imagem profissional, Maria Aparecida Araújo, Diretora-Geral da consultoria Etiqueta Empresarial.

“Como se trata de uma atitude invasiva, quem o fizer deverá, antes de tudo, desculpar-se e explicar a emergência da situação. Procurar ser breve e objetivo também é essencial e, obviamente, evitar fazer o contato em horários ainda mais constrangedores, como à noite ou logo bem cedo”, sugere Maria Aparecida.



Redação, Portal Competência