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Portal Competência

29 de agosto de 2013
Silvia OSSO


Porque é bom ser um Worklover ?

Há muitos que trabalham demais e podem se considerados “Workaholic” (ou viciado por trabalho), mas há os que realmente sentem prazer e satisfação na sua vida profissional, o que chamo de “Worklover”.

Porque e bom ser um Worklover

Há muitos que trabalham demais e podem se considerados “Workaholic” (ou viciado por trabalho), mas há os que realmente sentem prazer e satisfação na sua vida profissional, o que chamo de “Worklover”.

Com o mercado em crise de empregos formais há algum tempo, com as dificuldades para os jovens ingressarem no trabalho ou para profissionais maduros permanecerem nele, com a pouca possibilidade vindoura de empregos formais, fica a pergunta: o que fazer com o meu futuro?

Essa é uma pergunta que muitos têm me feito em palestras e contatos nos últimos meses. Minha resposta parece simplista, mas não é: seja um “Worklover”, isto é um amante do trabalho.

Há muitos que trabalham demais e podem se considerados “Workaholic” (ou viciado por trabalho), mas há os que realmente sentem prazer e satisfação na sua vida profissional, o que chamo de “Worklover”.

O “Workaholic” é um verdadeiro viciado no trabalho; sua motivação pelo trabalho é muito alta, seu foco é o trabalho em si, mas sua insatisfação é permanente. Se a vida profissional vai mal, sofre adoece e tem dificuldade de reconhecer que precisa de ajuda. Geralmente trabalha muitas horas por dia, mas descuida-se da vida pessoal e da saúde. Foge dos problemas pessoais, familiares e se distancia do social. Sua vida resume-se a afundar-se no trabalho imaginando que isso é ser produtivo e que será, ou está sendo, reconhecido por isso.

O “Worklover” é um apaixonado pelo trabalho, pois vive satisfeito com suas realizações. Por isso, é mais aberto ao lidar com as dificuldades que surgem. Se as condições do trabalho vão mal, busca ajuda em vez de criticar ou esmorecer. Este “amante” trabalha muitas horas por dia de forma produtiva e nem percebe o tempo passar, sendo que esta satisfação se estende a sua vida pessoal.

Já deve ter conhecido profissionais que mesmo em férias usam parte do seu dia, por mera diversão e curiosidade, visitando concorrentes para conhecer seus pontos fortes e fracos. Não se estressam, curtem a família (que muitas vezes o acompanha) e ainda aprendem enquanto descansam. Isso é aproveitar e unir o profissional à satisfação pessoal. Conheço vários deste tipo ! Eu, particularmente sou uma dessas!! Curto o que faço e faço o que curto!!

O amante do trabalho descobre isso bem cedo e cuida de suas aptidões. Veja um jovem que descobre sua vocação para criar, desenhar ou modelar jogos para a Internet. Passa horas do dia e às vezes da noite estudando e criando sem parar coisas que serão utilizadas e comercializadas para empresas. Não pense que é fácil! O mercado é competitivo, mas os que mais se dedicam curtem o prazer de trabalhar como um amante do trabalho e ainda acham tempo para ir à universidade, à academia e outros prazeres. Suas diversões às vezes são fruto de inspiração para a criação de novos jogos.

Os amantes do trabalho cuidam do corpo, da mente, do espírito; e sentem menos estresse, enquanto os viciados em trabalho, geralmente são indisciplinados, trabalham à exaustão, têm mais chances de sofrer doenças cardiovasculares, gastrites, depressão, ou mesmo de usar drogas, entre outras doenças físicas e psíquicas.

Tudo que é feito em excesso pode virar doença. É fundamental, na vida, buscar o equilíbrio e a satisfação. Se você trabalha como Gestor de RH e percebe que sua empresa está passando dos limites e que seus colaboradores estão se estressando demais, procure ajudá-los a encontrar o seu caminho. É importante que façam uma boa reflexão sobre seu dia a dia e se preciso tenham coragem para mudar. Sempre há possibilidade de um recomeço.

Está provado que as empresas onde o ambiente de trabalho é mais cordial, onde as pessoas sentem que são apoiadas em suas dificuldades e onde os profissionais estão mais para “Worklover” do que para “Workaholic” os resultados em lucratividade e produtividade são maiores. Este é um desafio pessoal e profissional a ser perseguido. Qual o seu perfil? Qual a sua opinião?

* Se quiser se aprofundar mais sobre o assunto leia Desafiando Talentos – Mitos e verdades sobre o sucesso do autor Geoff Colvin (Editora Globo).

 

Veja Também: “Os talentos que o RH procura”



Silvia OSSO

É palestrante e consultora de empresas. Jornalista , especialista em varejo,é autora dos livros Atender bem dá lucro ; Programa Prático de Marketing para Farmácias; Administração de Recursos Humanos e do DVD Etiqueta Empresarial.Contato via e-mail: siosso@uol.com.br . Para adquirir meus livros : www.lojacontento.com.br