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Portal Competência

23 de setembro de 2014
Comunicação Corporativa


Política não se discute?

Como administrar o engajamento político dos colaboradores em época de eleições

Política não se discute

Distribuir panfletos entre os colegas da empresa, ir trabalhar vestindo camisetas e bonés de partidos, indicar candidatos pelo e-mail profissional, colar adesivos partidários na mesa do escritório, discutir sobre política no refeitório.  Até que ponto essas atitudes devem ser regradas pela empresa?

Companhias de grande porte costumam alertar sobre comportamentos como os citados acima já em seus Manuais de Conduta – entregues aos colaboradores logo após a admissão. Estes materiais orientam previamente o público interno na intenção de prevenir discussões políticas mais acirradas que comprometam o clima organizacional.


Saiba mais em: As saias justas do RH


Maria Aparecida Araújo, especialista em comportamento profissional, alerta – porém – que os manuais de conduta nem sempre são suficientes para conscientizar os colaboradores sobre a importância de respeitar as diferentes opiniões políticas. “Assim como o futebol e a religião, política envolve paixão, o que,  por vezes, foge ao bom senso. Aconselho as empresas a colocarem em prática campanhas sobre atitudes conscientes durante todo o ano eleitoral”, sugere Maria.

A especialista, que também é diretora geral da consultoria Etiqueta Empresarial, diz acreditar na força dos veículos internos (intranets, newsletters, murais, boletins impressos) em prol da publicação de artigos e orientações que incentivem os profissionais a um posicionamento político saudável. “Não convém podar tanto os colaboradores a ponto de fingir que não existem posições antagônicas, mas alertar para que sejam evitadas polêmicas”, coloca a diretora.


Saiba mais em: Relações Humanas no Ambiente de Trabalho


Em prol da cidadania

Há empresas que consideram exagerada a atitude de podar com rigor o comportamento político de seus trabalhadores e preferem confiar no bom senso de suas equipes, usando de estratégias diferenciadas para evitar confusões.

Esse é o caso da Ibema, Companhia Brasileira de Papelcartão. Darlon Roger Behrend, Gerente de Gestão de Pessoas da empresa, diz que a cultura da organização já conduz o público interno a um posicionamento saudável em relação a discussões políticas e que, por conta disto, a ação da empresa se direcionou para a promoção da cidadania ao invés da coibição.

“Percebemos que os colaboradores estão mais interessados em participar da política de maneira consciente – talvez por conta do clima advindo das manifestações do ano passado. Diante disto, disparamos um e-mail marketing indicando links para que os trabalhadores conheçam melhor os candidatos e suas propostas”, explica Darlon.



Redação, Portal Competência