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Portal Competência

3 de abril de 2014
Comunicação Corporativa


O poder da verdade dentro da empresa

Informações transparentes entre colaboradores e organização são fundamentais

O poder da verdade dentro da empresa

Em 2013, a Revista Exame divulgou um estudo da Universidade de Oxford – na Inglaterra, em parceria com a Universidade de Bonn – na Alemanha. A pesquisa revelou uma tendência curiosa: as pessoas mentem mais no trabalho do que em casa. Um dos estudiosos que conduziu essa investigação, o alemão Johannes Abeler, declarou que o ser humano considera mais imoral mentir no ambiente doméstico do que no profissional. Alguns ignoram, porém, que as consequências da mentira dentro da empresa podem ser tão danosas quanto em casa.

Você já tentou obter uma percepção de seus colaboradores sobre a empresa e só escutou elogios? Cuidado! Pode ser que sua equipe não esteja sendo sincera nos feedbacks e pesquisas de clima por medo de dizer a verdade. “Os funcionários que temem falar o que realmente pensam sobre a organização e seus gestores desconfiam que tais informações possam ser usadas contra eles ou acreditam que nada vai mudar se expuserem os problemas”, explica o especialista em Gestão de Recursos Humanos e Clima Organizacional, Antonio Carlos Cano.

Segundo Antonio Carlos, também diretor da Activa Consultoria, estabelecer um ambiente propício a diálogos sinceros entre os colaboradores e a empresa só traz benefícios à organização. “Para isso, a companhia precisa estar disposta a ouvir críticas e colocar em prática ações reparadoras em prol das melhorias necessárias. Isso vai promover alinhamento entre as equipes, censo de pertencimento e motivação na força de trabalho, além de mudanças positivas para todos”, defende Cano.

Mas a sinceridade deve ser uma via de mão dupla, ou seja, a empresa incentiva colaboradores transparentes se também se preocupa em divulgar informações verídicas a eles. O diretor da Activa ressalta que, por vezes, as empresas ocultam informações do público interno como se eles não fossem participantes das rotinas da organização.

“É claro que dados estratégicos que, caso abertos, podem interferir nos negócios, devem ser poupados. Mas notícias gerais, mesmo as que não são tão boas, como a redução de uma área, devem ser divulgadas da forma correta”, acentua Antonio Carlos.



Redação, Portal Competência