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Portal Competência

9 de agosto de 2013
Recursos Humanos


Para contratar mão de obra estrangeira

Quais cuidados o RH deve ter quando admite profissionais de outros países

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A recente declaração da presidente Dilma Rousseff sobre a necessidade de contratar médicos de fora do país para atender às demandas da saúde pública causou polêmica entre segmentos da população brasileira. A busca por profissionais do exterior para ocupar vagas em aberto no Brasil, porém, não é um fenômeno de agora e nem exclusividade da área médica.

A ausência de mão de obra qualificada em diversos setores de atuação há anos tem feito com que empresas com sede no Brasil garimpem em outros países profissionais habilitados para seus cargos em aberto. Uma pesquisa de 2011 da ManpowerGroup revelou que 40% das organizações brasileiras já empregavam na época mais de um estrangeiro no nível gerencial ou superior.

A admissão e recepção destes profissionais é um desafio para os gestores de RH. Na própria contratação, deve-se observar com cautela o que exige a Coordenação-Geral de Imigração do Ministério do Trabalho e Emprego. A empresa contratante deve solicitar autorização de trabalho junto ao órgão com a apresentação de ampla documentação.

Em 17 de maio de 2013, foi publicada no Diário Oficial da União uma medida que ocasionou alterações nos procedimentos de contratação de estrangeiros, a Resolução Normativa n° 104. A RN reduz a burocracia, pois diminuiu a quantidade de formulários a serem preenchidos pela contratante. Porém, ainda assim, é preciso comprovação de qualificação do profissional para o cargo e justificativa da empresa sobre a necessidade de contratação de mão de obra estrangeira.

Investimento em adaptação

E não são apenas questões trabalhistas que devem ser observadas pelo RH quando se contrata um profissional de outro país. Klaus Muller Duailibi, diretor da Expatt, é especialista em adaptação de profissionais expatriados. Segundo ele, é fundamental que a empresa contratante promova de forma eficiente o acolhimento e a integração do novo colaborador e de sua família ao ambiente, à cultura e ao estilo de vida dos brasileiros.

“Ao contratar um profissional estrangeiro, a empresa faz um grande investimento e espera obter retorno com isso. Quanto mais rápida for a adaptação do colaborador e de sua família, mais rápido ele vai conseguir se dedicar às suas atividades dentro da organização”, explica Klaus, que acrescenta: “vale ressaltar que se a família não estiver adaptada à mudança, as chances do não cumprimento do contrato de trabalho são grandes e isso é extremamente caro para a empresa”.



Redação, Portal Competência