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Portal Competência

31 de outubro de 2013
Educação Corporativa


Para além da capacitação técnica

Investimento em treinamentos voltados à inteligência emocional

Para alem da capacitacao tecnica

Medo, tristeza, raiva, inveja, ciúmes, orgulho, ansiedade, alegria. Dificilmente uma empresa se preocupa em capacitar seus profissionais para lidarem com emoções como essas. No entanto, esses sentimentos estão presentes no ambiente corporativo diariamente e a falta de habilidade para lidar com eles têm rendido muitos problemas para as organizações.

Comportamentos inconvenientes são a segunda maior causa de demissões dentro das empresas. Ao menos é isso o que revela recente pesquisa da Catho, realizada em março deste ano com mais de 50 mil entrevistados. Dificuldades de relacionamento com colegas e superiores é a principal limitação emocional desses profissionais.

De acordo com o fundador da Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional e facilitador comportamental Rodrigo Fonseca, as empresas ainda não se despertaram para a necessidade de capacitar seus colaboradores também neste quesito. “As organizações ainda têm medo de lidar com as emoções, não se dão conta de que é a inteligência emocional que vai capacitar o profissional a aplicar de maneira eficaz seus conhecimentos técnicos”, enfatiza Fonseca.

Rodrigo ainda alerta que quanto mais alto o cargo do profissional, mais ele deveria ser amparado emocionalmente pela empresa. “Quando o nível hierárquico é elevado, as responsabilidades são grandes, a cobrança é maior e o risco de cada decisão tomada também. Como proteção, algumas pessoas nestas condições se tornam arrogantes, maltratam os demais, querem puxar o tapete dos outros, tudo por não saberem lidar com o medo e a insegurança”, analisa.

Além dos treinamentos técnicos, orientações comportamentais também deveriam ser inclusas nos planos de Educação Corporativa das empresas segundo a consultora em imagem corporativa Silvana Lages.  “Há uma quantidade expressiva de profissionais que não sabem se portar em um evento de negócios, não se controlam diante de um cliente e até nas redes sociais agem de maneira a prejudicar a empresa”, defende a consultora.

Silvana ainda sublinha: “conhecimento técnico e formação acadêmica hoje em dia é requisito básico, praticamente todos têm. O que está em falta são profissionais educados no ambiente de trabalho, que se vestem adequadamente, que se relacionam bem, que divulgam a imagem da empresa de forma conveniente. É nesta capacitação que as organizações estão precisando investir”.



Redação, Portal Competência