Esqueceu sua senha?

Portal Competência

19 de fevereiro de 2014
Administração


Ousadia: um bom tempero para os negócios

Empresas buscam profissionais que se arriscam mais e trazem novidades

atitudes positivas para o sucesso profissional

Traçar o perfil do profissional brasileiro para saber suas competências, habilidades e comportamento foi o que propôs a Etalent, consultoria em Gestão e Desenvolvimento de Talentos, do Rio de Janeiro, na pesquisa “Talento Brasileiro”.

O estudo, que aconteceu entre os anos de 2007 e 2012, teve a participação de mais de um milhão e 200 mil pessoas economicamente ativas de todo o Brasil e teve o objetivo de ampliar o entendimento sobre o comportamento dos brasileiros e o seu impacto em toda a sociedade. O resultado é que a maioria dos brasileiros (45% dos homens e 54% das mulheres) possui o talento ‘facilitador’, aquele que é cuidadoso, vigilante, que busca encontrar soluções de forma diplomática e amigável. No entanto, o que chamou a atenção na pesquisa é que apenas 0,72% do público masculino é impulsionador e uma parcela mínima de mulheres (0,34%) é visionária. Quem ganha mais, em termos de salário, são os profissionais que se arriscam mais.

De acordo com Jorge Matos, presidente da Etalent, o conservadorismo sempre fará parte da natureza das pessoas, já que elas têm dificuldade em dizer ‘não’ por receio de contrariar e tendem a assumir tarefas e projetos que deveriam rejeitar. “A ousadia sempre pode vir acompanhada de ganhos e perdas. Na prática sugiro o seguinte: primeiro, aumente ao máximo o nível de desconforto real das pessoas, ou seja, retire algo delas. Ou apenas diga que quer retirar algo delas. Depois as ajude a verem que ganhos podem ocorrer se mudarem. Nesse caso, o futuro será melhor que o presente. Quando isso ocorre, as pessoas tendem a perceber que os custos envolvidos da mudança são pequenos em comparação às perdas que elas poderiam vir a ter. Passam a perceber os ganhos que advirão da mudança”, comenta Matos. Para Carla Virmond Mello, Diretora-presidente da regional sul da LHH/DBM, líder mundial de desenvolvimento de talentos, o perfil dominante presente no mercado é de quem executa e não de quem cria. “Os profissionais estão cada vez mais estruturados dentro de um modelo de pensamento que acaba tendo mais repetição do que reflexões à mudança”, diz.

Para aqueles que gostam da tradição e se mantém fieis às estratégias conservadoras, é possível trabalhar para se tornar mais flexível. “As pessoas já têm a consciência de que se perderem o trem bala da vida, talvez não passe outro na mesma estação”, ressalta Jorge. O setor de Gestão de Pessoas também precisa ficar atento para identificar os talentos dos profissionais e oferecer autonomia para que as pessoas possam criar, ousar e trazer novidades para dentro das organizações. “O mais importante é definir o que se deseja para o cargo do ponto de vista de conhecimentos, comportamentos e habilidades necessárias – o que chamamos de “Cubo de Competências”. Selecionada a pessoa adequada, três questões são importantes a partir daí: garantir que ela tenha domínio sobre o que faz; ter a certeza que ela tem clareza de propósitos; e assegurar a autonomia necessária para o nível de domínio e de propósito de suas funções”, diz o executivo da Etalent.

Empresas ousadas incentivam a ousadia nas pessoas. “É preciso dar espaço para os profissionais e executivos dizerem ‘não’. Somente o ‘não’ dá a oportunidade do profissional desenvolver argumentos concretos que sustentem a negativa e mostrem que as habilidades e competências vão além daquilo que foi proposto”, conclui Carla.



Redação, Portal Competência