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Portal Competência

6 de junho de 2014
Educação Corporativa


Os principais erros em Educação Corporativa

PHD no assunto discorre sobre o que barra o desenvolvimento humano nas empresas

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As empresas já não querem mais apenas oferecer cursos e treinamentos isolados para equipes específicas. Elas buscam ações de educação corporativa que promovam resultados concretos para a organização. Mas o que impede que as estratégias de desenvolvimento humano alcancem este alvo?

Na última quarta-feira, dia 4 de junho, o Diretor de Educação Corporativa da Febraban e PHD no assunto, Fábio Moraes, respondeu à pergunta acima. O especialista ministrou uma palestra sobre eficiência operacional em Educação Corporativa, em Curitiba. O evento foi promovido pela Amcham (Câmara Americana de Comércio), com o apoio da Dtcom – Educação e Comunicação Corporativa.

O primeiro erro das empresas apontado por Fábio e que diz respeito ao desenvolvimento humano se relaciona a uma confusão de conceitos. “Treinar não é educar”, enfatiza Moraes, que acrescenta: “educação é um processo permanente que ajuda as pessoas a viverem melhor. Ela forma cidadãos ensinando-os a buscar conhecimento, colocá-los em prática convivendo com outras pessoas e, assim, se desenvolvendo como seres humanos”.

Tendo o conceito citado em vista, o Diretor da Febraban incentiva as empresas a ampliarem suas estratégias de educação. “É um erro desenvolver capacitação que atinja apenas ao público interno e criar um muro com os demais stakeholders. É benéfico atingir clientes, fornecedores, outras unidades de negócios e à sociedade de forma geral por meio dessas ações”, estimula o especialista.

Ter receio de usar as mais novas tecnologias em prol de uma educação mais flexível é outro equívoco grave das organizações, segundo Fábio Moraes.  Para ele, ações que se limitam ao ensino presencial em sala de aula já se tornaram obsoletas.

“Não deve mais existir uma hora estipulada ao profissional para o estudo. Ele deve  conseguir acessar o conhecimento a qualquer hora e em qualquer lugar por meio do ensino a distância. O conteúdo deve se tornar algo vivo e dinâmico. A sala de aula deve ser um local de troca de experiências apenas”, expõe.

Ainda outro impasse das empresas diz respeito à falta de habilidade em medir resultados das ações de educação. Para Fábio, toda estratégia deve prever indicadores financeiros que permitam medir o retorno do investimento. “Se o gestor de educação corporativa disser para a direção executiva e financeira que suas ações estão deixando as pessoas mais felizes, isso não basta a eles. É preciso provar que isso tem refletido nos negócios de forma objetiva, com números”, aconselha.



Redação, Portal Competência