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Portal Competência

15 de janeiro de 2015
Recursos Humanos


Os males da síndrome do pensamento acelerado

Fatores ajudam a desenvolver profissionais com dificuldades de ouvir e manter o foco

Os males da síndrome do pensamento acelerado

A “síndrome do pensamento acelerado”, definida pelo psiquiatra Augusto Cury como um dos males do século XXI é, embora um conceito novo, uma característica percebida nos seres humanos com cada vez mais intensidade e capaz de impactar as relações profissionais. De acordo com a psicóloga do trabalho, Karina Campos, ela nada mais é do que um reflexo à quantidade de estímulos que os indivíduos estão submetidos.

“O número de informações a que temos acesso, as exigências de mercado e a pressão por conexão e globalização a toda hora são desencadeadores. Uma parcela expressiva da população se queixa de muitos pensamentos, da necessidade de executar com muita agilidade suas tarefas, de se sentir incomodado quando alguém executa algo com mais tranquilidade, de não conseguir controlar os pensamentos e harmonizá-los com o comportamento”, afirma Karina.

A ansiedade e os níveis elevados de estresse estão totalmente relacionados ao pensamento acelerado e são sensações conhecidas dos seres humanos há séculos. O que ocorre na atualidade, é que as pessoas estão menos estruturadas para administrar estes estados. “O que nos diferencia enquanto seres humanos passíveis de sofrermos dessa aceleração de pensamento é nossa subjetividade e poder de reflexão sobre os fatos e sobre o que podemos chamar de estímulos”, reflete a psicóloga.

A velocidade das informações e as urgências das demandas do dia a dia têm desenvolvido profissionais com deficiências na capacidade de ouvir, de manter o foco e de se envolver com o trabalho. Por isso, é muito importante compreender o que é urgente e priorizar as atividades.

Direcionar o pensamento para o contexto vivido é muito importante para manter o foco, ou seja, as soluções para o local de trabalho devem ser tratadas no local de trabalho e as da vida particular nos momentos oportunamente propícios. É importante a pessoa buscar se conhecer e tentar identificar como se formam seus pensamentos, em que circunstâncias eles acontecem, para conseguir manter o autocontrole. É um aspecto da inteligência emocional que trás à tona a reflexão”, conclui Karina.

 

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Redação, Portal Competência