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Portal Competência

10 de dezembro de 2013
Administração


Novo ano, novos salários?

Como saber quando rever a remuneração de seus profissionais na passagem de ano

Novo ano novos salarios

A escassez de mão de obra no mercado de trabalho brasileiro deu aos trabalhadores poder de negociação salarial durante 2013. Segundo dados do Dieese, 90% das convenções coletivas de trabalho devem fechar o ano com reajustes acima da inflação. As empresas que há tempos não reveem salários, nesta época do ano estão propícias a sofrer pressões pelas expectativas de seus profissionais. Saiba como lidar com esta situação.

“Muitos funcionários entendem que o seu desempenho no ano deveria ser prestigiado através de um aumento por mérito ou até mesmo de uma promoção para o ano seguinte”. Quem analisa esse panorama é Regina Carmeli Sabino Pinho, especialista em processos de Reestruturação Empresarial e consultoria em Plano de Cargos e Salários e diretora da R.O.S – Arte do Equilíbrio.

Para Regina, o fim do ano é realmente a melhor hora de revisar salários para empresas que tenham um Plano de Cargos e Salários estruturado: “a atualização anual da tabela salarial, motivada pelo dissídio coletivo, é a melhor hora para a movimentação de salários. Isso porque é possível considerar o desempenho do colaborador no ano anterior, o cumprimento de metas e demais quesitos elencados no PCS”.

A avaliação do cargo no mercado de trabalho de uma forma geral também deve ser considerada pela empresa na hora de definir um possível aumento para o próximo ano. “Alguns cargos se valorizam mais do que outros em determinado ano. Sendo assim, se o mercado estiver pagando mais para um cargo específico, é importante promover uma adequação para não correr o risco de perder o profissional”, aconselha a consultora.

Para minimizar demandas salariais que venham impactar de maneira excessiva a folha de pagamento nesta época do ano, a sugestão de Regina Pinho é o investimento em programas de Participação nos Lucros e Resultados. “A PLR pode premiar funcionários pelo seu desempenho em até duas vezes por ano, minimizando o aumento de salário base durante todo o ano. O mercado hoje valoriza muito a remuneração variável”, destaca a diretora da R.O.S.



Redação, Portal Competência