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Portal Competência

16 de junho de 2014
Eduardo Ferraz


Nem sempre a saída é o próprio negócio

Antes de se aventurar na abertura de qualquer negócio é preciso uma análise bastante criteriosa sobre alguns pontos essenciais

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Uma onda de empreendedorismo tem tomado conta do Brasil nos últimos anos. São principalmente jovens que anseiam, por meio de um negócio próprio, fazer o que realmente gostam, não ter chefe, contar com horário de trabalho flexível e, por fim, alcançar independência financeira. Segundo dados do SEBRAE, atualmente existem 8,7 milhões de empreendedores no Brasil.

Entretanto, antes de se aventurar na abertura de qualquer negócio é preciso uma análise bastante criteriosa sobre alguns pontos essenciais, que nem todos consideram. O primeiro deles é ter perfil para empreender, já que nem todo mundo tem personalidade para administrar um negócio próprio.

O que isso quer dizer na prática? Que a pessoa precisa ter jogo de cintura para trabalhar com uma estrutura mínima, que aceite correr riscos, que seja multitarefas (vai ter que comprar, vender, produzir e fazer ajustes constantes) e principalmente, muita perseverança. Ou seja, características de personalidade que ajudarão muito no sucesso do negócio.

Além disso, é preciso fazer um planejamento detalhado para compensar a falta de experiência no ramo que vai atuar. A falha mais comum é o excesso de improviso, já que muitos empreendedores confiam demais em sua intuição e atuam na base da tentativa e erro olhando apenas o curto prazo. Outro erro é misturar as finanças particulares com as despesas do dia a dia da empresa. É fundamental ter contas bancárias separadas, definir uma retirada mensal fixa e ter disciplina para não usar o caixa da empresa para fins pessoais.

Será fundamental, também, manter o foco, pois é comum que depois de alguns meses a empresa comece a atuar em áreas que não têm absolutamente nada a ver com o negócio original. Isso acaba dividindo a atenção e prejudicando a melhoria do principal serviço ou produto da empresa.

Por fim, é preciso paciência e dedicação, já que ter um negócio próprio exige, principalmente no começo, trabalho dobrado e pouca sobra de dinheiro. A conclusão é que para ter seu próprio negócio, além de fazer o que se gosta e ter talento é preciso muita perseverança, bom senso e principalmente determinação.



Eduardo Ferraz

É consultor em Gestão de Pessoas há 21 anos e especialista em treinamentos usando como base a Neurociência comportamental. Acumula mais de 30 mil horas de experiência prática em empresas de vários segmentos. É pós-graduado em Direção de Empresas pelo ISAD PUC-PR e especializado em Coordenação e Dinâmica de Grupos pela SBDG. Autor do livro “Vencer é ser você”, da Editora Gente. Para mais informações, acesse: www.eduardoferraz.com.br www.facebook.com/eduardoferrazconsultor