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Portal Competência

5 de fevereiro de 2014
Administração


Negócios & Espiritualidade

A união dos dois fatores resulta em mais confiança e assertividade dentro das empresas

Negocios e Espiritualidade

A espiritualidade está cada vez mais em evidência no ambiente empresarial. Não está necessariamente ligada à religião, mas conectada a valores como respeito, gentileza, humildade, altruísmo, honestidade, compromisso e perdão. Hoje, as organizações percebem a necessidade de buscar práticas positivas, inspiradoras e integradoras na área de gestão de pessoas para terem colaboradores mais satisfeitos e felizes com suas atividades.

Livros e processos de coaching são ferramentas pelas quais as empresas e os próprios executivos buscam ensinamentos para trazer valores espirituais para a carreira. Um caso clássico é o livro “O Monge e o Executivo”, de James Hunter, lido por mais de três milhões de pessoas no Brasil. A obra conta a história de um executivo bem sucedido que foi a um mosteiro em busca de respostas para questões familiares e profissionais que não iam muito bem. Lá, aprendeu sobre modelos de liderança, diferenças entre poder e autoridade e até sobre o amor. Sim, por que quem disse que o amor não está presente no mundo corporativo?

O educador Vagner Molina, que ministra palestras e treinamentos com temas de Liderança, Gestão do Tempo, Vendas  e Atendimento ao Cliente, percebeu a oportunidade de transformar o livro “O Monge e o Executivo” em uma peça teatral. “Era principalmente uma oportunidade imensa de atingir as pessoas com conceitos que, apesar de serem básicos, transformam e agregam valor”, diz. E mais uma vez o amor aparece no processo de transformação. De acordo com Molina, no corporativismo, amar significa ajudar ao outro a se tornar alguém melhor. “É diferente do amor de pai para filho, de mulher para marido. É um amor ao próximo. É um elemento motivador em busca de mais e melhores resultados”, comenta.

Desenvolver o lado mais humano no mundo dos negócios é ter como premissa básica o tradicional chavão: trate os outros da maneira como gostaria de ser tratado. Os treinamentos feitos nesse sentido geralmente são um convite à reflexão. A Master Coach de Executivos e especialista em Planejamento Estratégico, Sônia Regina Guimarães, enfatiza que aproximar as pessoas de valores espirituais é a maneira de promover uma liderança madura. “É questão de comportamento, de trabalhar pontos fracos próprios, de ter vontade de aprender, de entender a importância do feedback e de potencializar o talento da sua equipe”, diz Sônia. Ela, inclusive, ao perceber a necessidade de aproximar esses conceitos dos líderes, começou a levar os grupos de pessoas que atende para uma imersão em um Mosteiro em Ibiraçu, no Espírito Santo. “No Mosteiro todos cuidam das suas coisas e dos outros também. Lava-se o que usa, não tem serviço de quarto e o exercício de respeito para com o outro é constante. O servir e ser servido está na rotina de todo o evento. Isso gera um ambiente de altíssimo comprometimento e acima de tudo uma relação de confiança extraordinária que aumenta a performance da equipe e potencializa a liderança”, explica.

Assim como lembra Sônia, todo ensinamento requer disciplina e persistência para coloca-lo em prática. Respeitar o seu ritmo e seguir os passos de acordo com as suas expectativas exige paciência, persistência e planejamento.

 



Redação, Portal Competência