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Portal Competência

9 de agosto de 2013
Recursos Humanos


Mulheres na direção

Cresce a representatividade feminina em cargos de CEO no Brasil

Mulheres na direcao

As conquistas femininas no mercado de trabalho avançam a passos largos. Dados do Sebrae prevêem que, em 2020, a representatividade delas na população economicamente ativa chegue a 49%. A notícia mais espantosa, porém, diz respeito à atuação dessas profissionais em cargos de direção. O número de mulheres em posição de CEO no Brasil durante o ano de 2013 foi expressivamente maior do que em 2012: subiu de 3% para 14% – segundo pesquisa da consultoria Grant Thornton.

Para a presidente da Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais de São Paulo, Marísia Donatelli, é a área de Humanas que têm nomeado o maior número de diretoras em empresas. “Observo que é este setor o responsável por requisitar a mulher para cargos elevados em maior quantidade a cada ano. Nas ciências exatas, iniciamos depois e, por isso, tem-se a ideia de que o homem ainda é o profissional ideal para esses ramos”, opina Donatelli.

A possibilidade de maior flexibilidade nos acordos familiares também tem contribuído com a representatividade das mulheres em cargos de CEO, segundo a presidente da Associação de Mulheres de Negócios. “A mulher de hoje, por dividir a renda familiar com o homem, também tem dividido as responsabilidades domésticas e o cuidado com os filhos. Esse apoio tem sido fundamental para que elas ocupem cargos de direção”, coloca Marísia.

Mesmo com a parceria familiar, porém, não é tão simples para a mulher conciliar vida profissional e pessoal quando se assume um cargo que demanda tanta responsabilidade e tempo. Marinete Veloso sabe bem disso. Durante 11 anos da sua vida, ela esteve à frente da Direção de Comunicação da Renault do Brasil. “É complicado equilibrar as exigências do trabalho com os afazeres da vida. Em casos extremos, eu tinha que pedir substituição por um instante para resolver problemas pessoais”, conta.

Na visão de Marinete, atualmente as empresas têm oferecido ainda maior flexibilidade a profissionais femininas para viabilizar que estas assumam cargos de direção. “As próprias mulheres em cargos da alta hierarquia têm batalhado para conquistar esses direitos”.



Redação, Portal Competência