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Portal Competência

4 de dezembro de 2014
Eduardo Ferraz


Momento pede foco em equipe e treinamentos

Empresas precisam se preocupar com o desenvolvimento e em como manter os funcionários motivados e produtivos

Momento pede foco em equipe e treinamentos

Mesmo diante os desafios e as incertezas da economia para o ano de 2015, uma coisa já é fato: as empresas precisam se preocupar com o seu desenvolvimento e, principalmente, em como manter os melhores funcionários motivados e produtivos. O grande dilema nesta reta final de 2014 é que muitas empresas, por questão de sobrevivência, tiveram de cortar custos, rever contratos e realizar demissões. Porém, quando você tem menos gente para trabalhar, precisa treinar mais os que ficaram.

A necessidade das empresas voltarem a investir em treinamento também foi uma das conclusões da pesquisa CEO Challenge 2014, feita pela consultoria Mercer em parceria com a Marsh e com o The Conference Board, que ouviu 1.020 presidentes de empresas. De acordo com o estudo, muitas companhias cortaram investimentos em treinamento por conta da crise, mas os próprios gestores afirmam que os investimentos na área terão que ser revistos com urgência, como forma de garantir o desenvolvimento de seus funcionários.

Há algum tempo, o Brasil enfrenta o problema da falta de mão de obra qualificada e uma das principais soluções são os programas de treinamento. Não só para a empresa, que ganha preparando e qualificando sua equipe de trabalho, como também para os profissionais que têm nos cursos a oportunidade de progredir mais rápido na carreira.

Sem treinamentos adequados, as pessoas atuam no padrão “tentativa e erro”, ou seja, cada um faz do seu jeito e os resultados acabam sendo pouco consistentes. Em um momento em que todos precisam de bons resultados, é preciso reavaliar os investimentos. O que temos hoje é que muitas empresas e pessoas investem 2% do tempo em treinamentos e 98% na execução de tarefas. É claro que, com essa proporção, haverá dificuldades para se alcançar resultados excelentes. Não há milagres. Já pensou o que aconteceria se um atleta interrompesse seus treinos meses antes de uma competição importante?

Nas empresas, quando os resultados pioram de forma contínua, costumam ocorrer três providências: achar algum culpado, demitir algumas pessoas para causar impacto, concluir que faltam incentivos e contratar sessões motivacionais na equipe. Essa são medidas meramente paliativas e o efeito dura pouco, já que não se treinou ninguém para valer. É como enxugar gelo!

Neste cenário, os líderes precisam ter coragem de admitir que muitos funcionários (inclusive alguns chefes) não dominam suficientemente as operações ou não sabem executar tecnicamente as tarefas mais importantes.  Convenções, discursos e palestras motivacionais são práticas louváveis, desde que acompanhadas de treinamentos técnicos intensivos.



Eduardo Ferraz

É consultor em Gestão de Pessoas há 21 anos e especialista em treinamentos usando como base a Neurociência comportamental. Acumula mais de 30 mil horas de experiência prática em empresas de vários segmentos. É pós-graduado em Direção de Empresas pelo ISAD PUC-PR e especializado em Coordenação e Dinâmica de Grupos pela SBDG. Autor do livro “Vencer é ser você”, da Editora Gente. Para mais informações, acesse: www.eduardoferraz.com.br www.facebook.com/eduardoferrazconsultor