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Portal Competência

28 de agosto de 2013
Andréa Schoch


Mais sobre Transmídia

Possibilidades na Educação Corporativa

Mais sobre Transmidia

Possibilidades na Educação Corporativa

Há mais de dois anos foi lançado no Brasil o livro Cultura da Convergência, de autoria do teórico Henry Jenkins, que criu, e apresenta na obra, o termo Transmedia storytelling, que pode ser traduzido como “narrativa transmídia”. Mas, antes mesmo disso, Jeff Gomez, Fundador da Starlight Runner, apresentou trabalhos que o tornaram um dos pioneiros da transmídia.

Em 2010, em entrevista à Revista Dinheiro, Gomez mencionou que desenvolve há muito tempo projetos focados em transmídia, mais especificamente em “narrativa transmídia”, que é, conforme definição de Jenkins (2009), “um processo no qual múltiplos elementos de uma narrativa são distribuídos sistematicamente por diferentes canais, com o objetivo de criar uma experiência coordenada e unificada de comunicação.”

Gomez relata, nessa mesma entrevista, que em 2003 a empresa Mattel o contratou para elaborar um projeto transmídia para comemorar os 35 anos da linha de carros em miniatura Hot Wheels. Conforme mencionou, foram criados “42 personagens, os AcceleRacers, que disputavam ferozes corridas de carro. Além de um personagem, o Doutor Tezla, que incitava uma disputa entre duas equipes de carros para encontrar uma fonte de energia que pudesse salvar o planeta. A busca se dava em um ambiente fantástico, repleto de pântanos, cavernas. As histórias que eles viviam foram um sucesso e ajudaram a elevar as vendas dos carrinhos de brinquedo em 40%.” A experiência tem sido tão boa que Gomez trabalhou em outros projetos contratados pela Disney, Hasbro, Microsoft, entre outras grandes organizações.

Naturalmente que uma história de marketing de sucesso, crescimento e que teve resultados financeiros positivos como essa nos fascina e interessa.

Porém, o interesse aqui é outro. Pretendemos apresentar um cunho educativo e prático para  a aplicação da “narrativa transmídia” na educação corporativa.

Se fizermos um paralelo simbólico, podemos dizer que os nossos “consumidores” são os alunos. E, nós, educadores, queremos usar a “narrativa transmídia” para gerar aprendizagens cada vez mais significativas. Faz sentido? Em nossa opinião, faz todo o sentido.

Imagine você, como participante de um curso modular, poder acessá-lo de forma interativa por meio das mais diferentes mídias. Acessa o primeiro capítulo do conteúdo em vídeo, logo depois tem o segundo capítulo no formato história em quadrinhos, o terceiro capítulo é apresentado por meio de um game, em que você é o jogador e participa na tomada de decisões. Não é demais?

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Veja também: “As características do gestor de pessoas e do educador corporativo”



Andréa Schoch

Andréa Schoch é mestre em Educação pela PUC/PR, especializada em Educação a Distância. Trabalha há 20 anos com educação formal e há 15 anos com educação corporativa. Foi bolsista da Capes e pesquisadora do CNPq. Aprecia a psicologia, tem fé na vida, acredita na possibilidade de desenvolver pessoas via educação. Trabalha há seis anos na Direct to Company (Dtcom), empresa líder em capacitação a distância.