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Portal Competência

13 de agosto de 2013
Qualidade de Vida


Inteligência emocional em alta

Capacidade de lidar com as emoções é tão importante quanto o conhecimento técnico

Inteligencia emocional em alta

Foi-se o tempo em que bastava um profissional ter excelente conhecimento técnico para ser requisitado pelo mercado de trabalho. Atualmente, as empresas buscam colaboradores que, além de know-how, tenham a capacidade de lidar positivamente com as suas emoções e a das pessoas com quem se relacionam durante o expediente. Especialistas em RH afirmam que não são poucos os profissionais contratados por suas habilidades técnicas e demitidos por problemas comportamentais. Dessa forma, cada vez mais se torna fundamental que o RH saiba identificar o equilíbrio emocional do candidato no recrutamento e incentivá-lo aos que já atuam na empresa.

A psicóloga organizacional Ana Maria de Freitas é sócia-diretora do IPO – Instituto de Psicologia Organizacional. Freitas ressalta que, nos últimos anos, a inteligência emocional tem ganhado espaço considerável nas organizações. “As empresas querem reter talentos que contribuam de maneira efetiva com os resultados sem causar conflitos de relacionamentos que prejudiquem o ambiente de trabalho. É comum haver profissionais com atributos intelectuais elevadíssimos, mas com aspectos emocionais bem imaturos”, enfatiza a psicóloga.

Essa significativa importância da inteligência emocional dentro das empresas também tem influenciado os processos de contratação e formação de líderes. A gestora de RH da Comportamento – Psicologia do Trabalho, Laísa Weber Prust, ressalta: “o estudo sobre a questão da liderança tem apontado as habilidades interpessoais como fatores chave para o sucesso nos negócios. Um processo longo e criterioso como o de trainee, por exemplo, é em grande parte formado por etapas que permitem avaliar o fator emocional”.

Para identificar o grau de inteligência emocional de um candidato durante um processo seletivo, a gestora Laísa Weber sugere: “é possível perceber se uma pessoa é emocionalmente inteligente avaliando como ela se comporta em situações que fogem ao usual, como momentos de tensão e conflito. Entre outras técnicas de avaliação, a entrevista com foco em competência é capaz de apontar alguns indicadores de inteligência emocional como a autopercepção realista e a capacidade de lidar com situações difíceis e, ainda assim, tomar decisões acertadas”.

Promovendo a inteligência emocional

Além da contratação de profissionais emocionalmente inteligentes, o setor de RH pode estimular atitudes positivas entre os colaboradores já atuantes na empresa. A diretora do IPO, Ana Maria de Freitas, aconselha a implantação de programas que desenvolvam e incentivem essas habilidades: “eles vão fazer com que o profissional entenda a importância de investir em seu próprio desenvolvimento emocional. Da mesma forma que uma pessoa preocupa-se em obter certificações ou realizar cursos técnicos, deve buscar uma visão clara de si mesmo e fazer check-up de suas atitudes”, sugere.

Marcelo Bartholomeu atua com coaching e desenvolvimento pessoal. Ele também indica maneiras de desenvolver ações emocionalmente saudáveis entre os profissionais de uma organização. “A conquista de habilidades é uma questão de prática. Toda atividade que retome o assunto é bem-vinda. A constituição de grupos para discussão de temas de interesse comum pode ser uma alternativa interessante para promover a aproximação dos profissionais, o estreitamento de laços e a melhora na comunicação”, indica o coach.



Redação, Portal Competência