Esqueceu sua senha?

Portal Competência

14 de agosto de 2014
Saúde e Segurança no Trabalho


O impacto dos vícios nas organizações

Absenteísmos, acidentes e licenças estão entre os danos que as dependências químicas geram

O_impacto_dos_vicios_nas_organizacoes_pc

Você sabia que o Brasil perde, anualmente, cerca de US$ 19 bilhões por absenteísmo, enfermidades e imprevistos ocasionados pelo álcool e outras drogas (dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento)? Pessoas intoxicadas são responsáveis por 20 a 25% dos acidentes de trabalho no mundo pelas estatísticas da Organização Mundial do Trabalho (OIT).

As licenças trabalhistas decorrentes do alcoolismo e demais dependências químicas cresceram 69% no Brasil em 2012, chegando a fechar um recorde histórico em março do mesmo ano. Diante deste contexto, torna-se fundamental que as organizações invistam na prevenção destes males.

Quem defende o engajamento das empresas na diminuição dos vícios entre os trabalhadores brasileiros é o engenheiro e professor de Segurança do Trabalho do Centro Universitário Internacional Uninter, Celso Shiguenari Assahida.

Para Celso, se o valor gasto pelas empresas com os prejuízos gerados pelos vícios fosse aplicado em prevenção, o quadro da dependência química no Brasil seria revertido: “as empresas devem investir na contratação de profissionais da Segurança do Trabalho para identificar as causas do absenteísmo, prevenir acidentes e, assim, aperfeiçoar o desempenho no trabalho”.

Segundo o professor do Uninter, o maior desafio dos profissionais da Segurança do Trabalho (e por que não dizer também dos gestores de recursos humanos?) é estabelecer uma cultura prevencionista nas empresas onde atuam.

Tolerância zero na aviação brasileira

Tal consciência pela necessidade da prevenção parece estar, aos poucos, sendo despertada em alguns segmentos específicos da sociedade brasileira. Um exemplo está na recente instituição do Regulamento Brasileiro de Aviação Civil no 120.

Trata-se de uma nova política da Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC que, desde o dia 1º de junho deste ano, determina tolerância zero para o consumo de álcool e outras drogas pelos colaboradores das empresas aéreas locais, incluindo pilotos e demais profissionais admitidos para funções ARSO (Atividade de Risco à Segurança Operacional).

Julyana Andrade Vieira é Coordenadora do setor de Qualidade do Imtep – empresa especializada em gestão da saúde empresarial, e está inteirada sobre este assunto. Segundo ela, programas de prevenção e exames toxicológicos passaram a ser uma exigência da ANAC após o Regulamento.

“Temos auxiliados empresas a estruturarem programas de prevenção, identificação, abordagem, tratamento e reabilitação de colaboradores, além de detalhes sobre em quais casos ações disciplinares são aplicáveis. Também auxiliamos em testes laboratoriais e para todos os procedimentos decorrentes dos resultados apontados”, explica Julyana.



Redação, Portal Competência