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Portal Competência

26 de agosto de 2014
Recursos Humanos


O impacto dos benefícios intangíveis

Recompensas não financeiras são cada vez mais valorizadas. Como usá-las de forma estratégica?

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Na balança, eles pesam mais. Os benefícios intangíveis causam maior impacto no engajamento e na motivação dos colaboradores de acordo com 56% dos executivos entrevistados pela consultoria de gestão Hay Group. Confira quais destas recompensas não financeiras são mais valorizadas por estes profissionais e como podem ser usadas de maneira estratégica.

No estudo realizado pela Hay Group foram consultados mais de 500 profissionais seniores que atuam na área de remuneração e recompensa de suas empresas e que são cadastrados na instituição norte-americana WorldatWork. Além de ter sido realizado um levantamento sobre o tema no banco de dados brasileiro da consultoria.

Os executivos abordados citaram os benefícios intangíveis que têm causado maior impacto dentro de suas organizações. Entre eles, os principais são: a realização no trabalho desempenhado, o ambiente de trabalho, o clima organizacional, oportunidades de desenvolvimento – como plano de carreira e ações de qualidade de vida.

Segundo a percepção do gerente da Hay Group, Rodrigo Magalhães, o engajamento e a motivação precisam ser estimulados de maneira contínua e é neste ponto que entram os aspectos não financeiros. “O salário é apenas um dos pilares e, embora seja um fator desmotivador, não motiva sozinho a longo prazo”, explica Magalhães sobre a necessidade de investimentos intangíveis.

Intangíveis atraem e retêm em tempos de crise

A Engevita Engenharia Ltda tem comprovado o poder dos estímulos intangíveis na Gestão de Pessoas e nos resultados da empresa de uma forma geral. Por volta do ano de 2008, quando o setor da construção civil sofria com a carência de mão de obra qualificada no mercado, a construtora tomou uma iniciativa ousada. Na ocasião, a empresa colocou em prática uma estratégia de atração e retenção de profissionais que valorizava não apenas benefícios financeiros, mas – sobretudo – aspectos intangíveis:

“Em um segmento onde as construtoras terceirizam seus trabalhadores, nós resolvemos criar o nosso time e registrar em carteira, oferecer plano de carreira desde os serventes até a diretoria (com direito a treinamentos), entre outras ações com foco no sentimento de pertencimento dos colaboradores”, enfatiza o diretor da Engevita, Lincoln Fedato.

Para atrair e reter trabalhadores do chamado chão de fábrica – serventes, pedreiros, mestres de obra – a Engevita motivou pela qualidade de vida e com oportunidades de crescimento pessoal, além de profissional.

“Muitas destas pessoas vinham do Nordeste do País sem saber nem assinar o nome”, comenta Lincoln, “encaminhamos a inclusão delas no programa de Educação de Jovens e Adultos, o EJA, e oferecemos capacitação para crescerem na empresa. Algumas delas já trabalham com a gente há oito ou dez anos. Outras, hoje, já têm até casa própria e carro”.

Segundo Fedato, essas ações foram responsáveis por diminuir consideravelmente a rotatividade de colaboradores na empresa e é o que tem garantido a qualidade do trabalho oferecido pela Engevita.

“Nós atuamos no setor de empreendimentos de alto padrão, precisamos de trabalhadores especializados, por exemplo, em instalações elétricas aprimoradas, entre outras funções. Com esta visão, conseguimos capacitar uma equipe habilitada para as nossas necessidades e mantê-la”, conclui.



Redação, Portal Competência