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Portal Competência

22 de outubro de 2013
Recursos Humanos


Guerra ao Turnover

Rotatividade de colaboradores deve aumentar em 2014.

Guerra ao Turnover

O êxodo de talentos é um dos problemas que mais dão dor de cabeça aos gestores e diretores de RH. A situação deve complicar ainda mais em 2014 – segundo pesquisa da consultoria global Hay Group, em parceria com o Centre for Economics and Business Research (CEBR). O estudo estima que o índice mundial de turnover cresça 12,9% em relação a 2012. A perspectiva é de que cerca de 161 milhões de profissionais mudem de empresa no próximo ano. Para evitar que a sua organização faça parte dessas estatísticas, algumas medidas são aconselháveis.

O investimento na diminuição do turnover deve começar já nos processos de recrutamento de profissionais. Selecionar um candidato que se enquadre da melhor forma no perfil do cargo que está à disposição é um passo importante rumo à queda dos índices de rotatividade.  A presidente do Grupo DSRH – consultoria em recursos humanos, Teresa Fraga, é quem aconselha.

Conceder o máximo de informação ao candidato é imprescindível. A empresa deve informar as atividades que ele vai desenvolver, o salário e os benefícios e, ainda, conceder o máximo de dados possíveis sobre a empresa, como: cultura, normas e procedimentos internos, chances de evolução de carreira e investimento em treinamento e capacitação. Dessa forma, o risco de que esse profissional deixe a empresa em um curto espaço de tempo diminui”, sugere Teresa.

Motivar para reter

Após a contratação, ações motivacionais estão entre as mais cotadas pelos profissionais de recursos humanos na tentativa de diminuir a rotatividade dos trabalhadores. E, de acordo com a coordenadora da área de Experiência à Ação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-PR), Andréa Gauté, atualmente, não basta oferecer bons salários para motivar um colaborador.

“As organizações não podem mais achar que para reter talentos basta oferecer salários altos. Os profissionais de hoje querem se sentir parte integrante das causas da empresa, precisam ser desafiados e, é claro, gozar de qualidade de vida no ambiente de trabalho”, explica a coordenadora da ABRH.

Consciente dessa realidade, a BEMOL – Benchimol Irmãos & Cia – tem ido muito além do fator salarial a fim de motivar seus colaboradores. De acordo com o coordenador de vendas da empresa, Klaus Souza de Moura Raine, um amplo programa de treinamento e capacitação tem sido uma das estratégias responsáveis pela diminuição do turnover na BEMOL.

“Passamos a definir quais competências são ideais para cada cargo da empresa. Diante disso, disponibilizamos, via Intranet, uma série de cursos para auxiliar os nossos colaboradores a alcançarem essas habilidades e uma meta anual de horas de treinamento que eles precisam obter. Eles têm se sentido extremamente motivados com essa ação, pois entendem como esses cursos podem contribuir com a carreira deles”, conta Klaus.

Por meio de uma ampla Pesquisa de Clima, a BEMOL identificou que seu programa de treinamento e capacitação tem diminuído de maneira expressiva os índices de turnover na empresa. “Temos indicadores de desenvolvimento mensais que nos revelam esses dados. Diante de tais resultados, temos feito com que a capacitação faça parte da cultura da empresa de uma forma geral”, afirma Raine.



Redação, Portal Competência