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Portal Competência

1 de abril de 2014
Laisa Prust


O futuro pertence às organizações que aprendem

Como será o mundo no futuro?

O futuro pertence as organizacoes que aprendem

Recentemente, li o excelente livro Cultura Organizacional e Liderança, de Edgar Schein. O autor é Phd em Psicologia Social na Universidade de Harvard e foi professor do MIT, na Sloan School of Management, durante cerca de 40 anos, época em que desenvolveu seus mais significativos estudos. O livro trata de cultura organizacional e liderança, dois conceitos intimamente relacionados, pois as lideranças influenciam sobremaneira a formação e a manutenção da cultura de uma empresa.

Num dos capítulos finais, o autor afirma que não se sabe como será o mundo no futuro, exceto que será mais complexo, diferente, mais rápido e culturalmente mais diverso, portanto, as organizações e seus líderes terão de se tornar aprendizes perpétuos.

As organizações que priorizam o desenvolvimento de seus colaboradores por meio do aprendizado, são mais flexíveis, adaptáveis e competitivas, na medida em que aprendem mais rápido que os seus concorrentes. Schein considera que há culturas organizacionais que podem estimular o aprendizado e as que podem inibi-lo. No último caso, a presença de fatores como: visão empresarial voltada apenas para a lucratividade; foco maior na resolução de problemas; incentivo a tomada de decisões e a atividades individuais e não por formação de equipes e comitês; fluxo de informação restrito; ambiente incentivador da competição individual e forte submissão à hierarquia, são algumas características de uma organização que favorecem a troca de experiências, informações e conhecimentos de um modo muito seletivo e restrito.

Em contrapartida, as organizações pautadas em uma cultura de aprendizagem são reconhecidas como aquelas em que experimentos são incentivados e as experiências são compartilhadas, sejam elas bem ou malsucedidas, gerando um ambiente propício para a inovação.

Outras características de uma organização voltada para a aprendizagem são: crença na capacidade das pessoas e no seu desenvolvimento; crença de que o ambiente organizacional pode ser mudado; tempo dedicado ao aprendizado respeitado; ênfase no trabalho em equipe e compartilhamento de ideias, com foco na busca constante por melhorias. Obviamente as organizações que aprendem são formadas por pessoas que buscam desenvolver sua capacidade de aprender contínua e rapidamente assim como que se concentram em proporcionar experiências de aprendizagem a toda a equipe. Sobre essas pessoas especiais, falaremos no próximos mês.



Laisa Prust

É psicóloga e mestre em Psicologia pela UFPR, com especialização em Treinamento e Desenvolvimento de Recursos Humanos e Gestão Estratégica de Pessoas pela FAE. Atua na área de RH há mais de 15 anos. Em seu currículo consta também experiência como professora em instituições de ensino superior. Atual membro da diretoria de Projetos e Pesquisas da ABRH-PR. Interessa-se por comunicação assertiva e cultura organizacional.